Navegando por Autor "Silva, Ágeson Christian"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemO Corpo-Literatura em Aos Povos das Florestas de Glória Bomfim: Oralitura e ancestralidade na performance.(Universidade do Estado da Bahia, 2025-09-02) Silva, Ágeson Christian; Prazeres, Lílian Lima Gonçalves dos; Santana, Gean Paulo Gonçalves; Carvalho, Gabriela Fernandes de CarvalhoA literatura contemporânea apresenta-se como um campo em expansão que desafia suas próprias fronteiras, dialogando com outras formas de expressão artística e questionando categorias estéticas tradicionais. É nesse sentido que se insere a presente pesquisa, construindo uma análise literária de uma performance corporal e musical. Assim, utilizando uma metodologia bibliográfica e explicativa, essa dissertação analisa a performance da cantora baiana Glória Bomfim sob a perspectiva da oralitura, conceito desenvolvido pela pesquisadora Leda Maria Martins (2003). Para estabelecer as bases dessa construção, são apresentados de forma breve nesta dissertação alguns conceitos de corpo, memória e literatura, com uma diferenciação entre as linhas de pensamento européias e africanas. Como objetivo geral da pesquisa está compreender a performance de Glória Bomfim no espetáculo Aos Povos das Florestas sob a perspectiva da oralitura, relacionando-a às performances de terreiro e a outras formas de literatura popular que se expandem para além dos conceitos pré estabelecidos da literatura tradicional. Enquanto objetivos específicos estão: expor os conceitos de memória, oralitura, e do corpo na literatura; descrever a performance de Glória Bomfim intitulada Aos Povos das Florestas, destacando as canções ligadas às práticas de terreiro e as canções sobre a natureza e a pandemia; apontar os pontos de toque entre a performance de Bomfim e as performances de terreiro documentadas nos trabalhos de Hildete Costa (2018) e em canções populares. Além do conceito de Martins (2003), a pesquisa também contou com as contribuições de Xavier (2007), Zumthor (2010), Lopes (2012), Simas (2022), entre outros autores e autoras. Como resultado, a análise demonstrou como a performance corporal, musical e poética de Glória Bomfim é uma continuidade das tradições ancestrais dos bantos e dos iorubás de reinventar o passado tornando-o novo, ao passo que se insere também na literatura contemporânea ocidental.