Navegando por Autor "Santos, Vanusa Mascarenhas"
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- ItemDo ritmo do cavaquinho à sala de aula: proposta de sequência didática para o ensino de literatura, a partir do samba chula de Itaberaba, para o 9º ano.(Universidade do Estado da Bahia, 2024-07-12) Barbosa , Rebeca Miranda; Santos, Vanusa Mascarenhas; Silva, Iranice Carvalho da; Carmo, Jeovania Silva doPartindo das percepções de Cosson (2020) e Marcuschi (2010), observou-se que práticas pedagógicas atuais, influenciadas pela dicotomia estrita do ensino de língua e pelo paradigma moral-gramatical, ainda limitam a experiência literária dos estudantes e reforçam uma visão hegemônica do ensino literário, invisibilizando gêneros poéticos populares, como o samba chula. Assim, este estudo visou propor e refletir sobre uma sequência didática que integrasse o samba chula de Itaberaba no ensino de literatura do 9º ano, estimulando a narrativa das experiências socioculturais dos estudantes e valorizando a identidade cultural itaberabense, com base em uma abordagem crítica e libertadora em educação (Freire, 1987; hooks, 2013). A metodologia utilizou pesquisa bibliográfica (Gil, 2002) e uma abordagem qualitativa (Minayo, 1994), sendo exploratória e explicativa. Autores como Bell Hooks (2013), Paulo Freire (1983; 1982; 1987; 1996; 1997), José Gimeno Sacristán et al. (2007), Tomaz Tadeu da Silva (1999), Maria Sônia Mattos da Silva (2020), Paul Zumthor (1997; 2006), Walter Benjamin (1987), Larrosa Bondía (2002), Boaventura de Sousa Santos (2008), Joaquim Dolz et al. (2004), Débora Rocha, Vanusa Mascarenhas e Davi dos Santos (2022), Nina Graeff (2015) e Katharina Döring (2006) foram fundamentais para a discussão sobre educação, currículo, oralidade, cultura popular e samba chula. Ao final da pesquisa, concluiu-se que a sequência didática buscou potencializar o planejamento pedagógico e aprimorar a percepção poética e a oralidade dos estudantes em sala de aula, valorizando a cultura local e ampliando as perspectivas literárias. A cultura popular foi reconhecida como atual e relevante para a educação, oferecendo uma abordagem que busca proporcionar aos estudantes conexões profundas com o conteúdo e compartilhar suas vivências culturais. Portanto, a integração do samba chula nas aulas de literatura promove a valorização cultural e o desenvolvimento crítico dos estudantes, indo além da mera transmissão de conhecimentos e enriquecendo o currículo escolar, promovendo uma educação mais diversificada e contextualizada.
- ItemÉ preciso conhecer a fome para saber descrevê-la: as escrevivências literárias de Caralina Maria de Jesus como denúncia social(Universidade do Estado da Bahia, 2024-02-29) Ribeiro, Paulo Santiago; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Santos, Vanusa Mascarenhas; Silveira, Neila Marcia NunesEsta monografia apresenta uma investigação no campo da literatura, tendo como objeto de estudo a obra Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus. Assim, sobre a percepção política da autora, pesquisa-se a denúncia da fome e da insegurança alimentar em três dimensões: a leve, a moderada e a grave. Nesse sentido, após entrecruzamento de ideias, emerge uma questão norteadora: de que forma a fome e a insegurança alimentar são expressas na obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus? A fim de responder essa questão, o objetivo geral se ocupa em compreender como é feita a reivindicação e a aquisição da segurança alimentar na obra. Dessa forma, para a realização deste utilizou-se como aporte teórico os seguintes autores: Abramovay (1991), Cândido (2012), Castro (1984), Valente (2021), Salles-Costa et al. (2022), Maniglia (2009), Galeano (1970), Morais, Sperandio e Priore (2020), Lima (2021), entre outros. Realiza-se, então, uma pesquisa de natureza qualitativa e caracteriza-se como descritiva e explicativa. Diante disso, verifica-se os seguintes resultados: a literatura de Carolina Maria de Jesus tem uma enorme relevância social, por ser uma literatura engajada e trazer para o centro dos debates a questão da fome. No que se refere aos níveis de insegurança alimentar, constatou se que em muitos lares famílias pobres convivem com algum déficit alimentar. Hoje, é possível observar a relevante contribuição de Carolina Maria de Jesus para os avanços em políticas públicas voltadas para o fomento da erradicação da fome e da extrema pobreza entre as populações mais vulneráveis, principalmente a população pobre e preta.
- ItemEm terra de Taperoá, quem é esperto e malandro, ganha vida: João Grilo em Auto da Compadecida(Universidade do Estado da Bahia, 2024-07-12) Barros, Josemara Suzart; Santos, Vanusa Mascarenhas; Silva, Iranice Carvalho da; Campos, Juscilândia Oliveira AlvesEste estudo monográfico se detém no personagem central, João Grilo, da obra Auto da Compadecido, do autor Ariano Suassuna. Essa peça teatral é considerada uma representação importante da cultura nordestina, uma vez que nos possibilita pensar sobre o contexto socioeconômico da região e como se dá os mecanismos de resistência por parte daqueles que se compreendem nas margens. Sendo assim, surge a figura de João Grilo, desorganizador da ordem social, por isso tido como anti-herói, e suas ações serão foco neste estudo para entendermos os ligamentos e pontos de tensão entre esperteza e malandragem. Visto isso, tem-se como objetivo analisar a esperteza e malandragem na conduta de João Grilo, e entender como essas características permitem uma leitura da sociedade brasileira. Foi com minha participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) que surgiu o interesse pela temática, pois observei que a sabedoria da nossa gente é um aspecto muito importante para a identidade de figuras populares. Ao perceber isso, logo me lembrei do livro O Auto da Compadecida (2005), e do personagem João Grilo, um cara esperto, que consegue ser malando, safo dos embates da vida cotidiana, muito se assemelha com estereótipos criados para os brasileiros, em especial os nordestinos (DaMatta, 1997). Considerando este contexto social, o objeto de pesquisa para o meu TCC tem como tema: O Auto da Compadecida: esperteza e malandragem de João Grilo e respondo ao seguinte problema de pesquisa: como podemos compreender a tensão entre esperteza e malandragem nas ações do personagem João Grilo na obra Auto da Compadecida? Para isso, por meio de uma pesquisa qualitativa, de cunho documental, irei fazer uma análise literária da obra, recorrendo a um método descritivo, já que a finalidade é descrever como se apresenta a tensão entre esperteza e malandragem no personagem João Grilo, e também explicativo, porque interpreto como as ações de João Grilo reforçam essa dualidade como típicas de personagens populares. Para fundamentar a análise, recorro a Antônio Candido (1990) e Roberto DaMatta (1997) para falar de esperteza e malandragem; Hall (2006) Albuquerque (2011) para discutir sobre identidade; além disso, destaco ideias sobre cultura, nacionalidade, malandragem e preguiça com a seguinte revisão da literatura: Santos (2013); Costa (2005); Souza (2003); Mota (2010); Nascimento Neto (2014) e Mégda (2020). Espero que essa pesquisa traga contribuições para a sociedade e para área de Letras, visto que, analisar o caráter da esperteza e malandragem na figura popular pode quebrar estereótipos que circulam em torno do universo da tradição popular. Por fim, os resultados da pesquisa revelam que João Grilo, através de sua esperteza e malandragem, consegue sobreviver em um ambiente de extrema pobreza e desigualdade social. Suas ações refletem a dualidade entre a necessidade de sobrevivência e a subversão das normas sociais, destacando a complexidade do personagem como um símbolo de resistência cultural. Palavras-Chave: Ariano Suassuna; Auto da Compadecida; João Grilo; esperteza; malandragem; resistência.
- ItemEra uma vez: o conto, a tradição oral e o feminino em versões do ciclo pele de asno(Universidade do Estado da Bahia, 2023-07-11) Sampaio, Rafaela Bispo da Silva; Santos, Vanusa Mascarenhas; Campos, Juscilândia Oliveira Alves; Gonçalves, Luciana Sacramento MorenoEssa pesquisa intenciona ampliar a discussão em torno do Ciclo Pele de Asno, que apresenta uma jovem que foge de casa por não aceitar casar-se com seu pai, indo contra toda uma tradição de submissão e silenciamento e vai de encontro à liberdade e ao direito de decidir pelo seu futuro. Para tal analisamos, comparativamente, as versões encontradas do conto Pele de Asno, observando as mudanças e as permanências presentes em suas sequências narrativas. Além disso discutimos como o processo de amadurecimento e individualização feminino é construído no decorrer das sequências narrativas que compõem os contos desse ciclo. A fim de compreender tais aspectos, foi utilizado como referencial teórico, Frederico Augusto Garcia Fernandes (2003), Hildete Leal dos Santos (2007), Edil Silva Costa (1998), Alvanita Almeida Santos (2005, Vanusa Mascarenhas Santos (2013) e Ria Lemaire (1989),para embasar nossas discussões teóricas sobre tradição oral, conto e a tradição feminina. E Regina Michelli (2020), Marieta Vieira Messina (2019), Nelly Novaes Coelho (2000), Diana Lichtenstein Corso e Mario Corso (2006) para discutir a individualização e amadurecimento feminino. Dessa forma, a pesquisa se realiza por meio de investigação documental de caráter qualitativa, a partir de análises de 17 versões que compõem o ciclo Pele de Asno. Compreende-se que as versões encontradas não apresentam em sua totalidade todas as sequências narrativas, mas todas permitem a construção do processo de individualização feminina através da simbologia presente na narrativa.
- ItemExperiência e memória: narrativas orais das mulheres da UATI(Universidade Do Estado Da Bahia, 2025-01-08) Macedo , Ana Carolina Souza; Santos, Gilvany Souza; Santos, Vanusa Mascarenhas; Silva, Iranice Carvalho da; Moreno, André Luiz AlvesAs narrativas, em suas diversas formas, preservam memórias e moldam identidades, conectando o passado ao presente. Nesse processo, o idoso, como sujeito que ensaia o direito às lembranças e sua subjetividade, reivindica o seu lugar no mundo como narrador de experiências, sendo fundamental para a construção e ressignificação das identidades coletivas e individuais. Desse movimento de valoração cultural da experiência e memória, nasce a temática desta pesquisa: narrativas poéticas orais no processo de materialização da memória. Para tanto, trabalhamos com o público feminino da Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI), do Campus XIII da UNEB, com o objetivo de escutar as suas histórias, examinar os principais temas de recorrência e compreender como essas narrativas significam as experiências de vida, os desafios enfrentados e as conquistas alcançadas pelas mulheres ao longo do tempo. Este trabalho possui uma abordagem qualitativa, caracterizando-se como uma pesquisa de campo de inspiração etnográfica. A partir da utilização de metodologias de grupos focais e rodas de conversas, colhemos narrativas de vida das mulheres da UATI. Para a análise, nos apoiamos nos seguintes autores: Benjamin (2012) e Zumthor (2007), para discutir oralidade; Bondía (2001) e Benjamin (2012) para discutir experiência; Hall (2003; 2006) e Bauman (2005) para pensar identidade; Ecléa Bosi (2023) e Beatriz Sarlo (2007), para o conceito de memória; Mary Del Priore (2004), Djamila Ribeiro (2017), Akotirene (2019), Vasconcelos (2022), bell hooks (2018) e Angela Davis (2016), para discutir os desafios das mulheres em sociedade. Com este estudo, percebemos a existência do público feminino como uma grande fonte de sabedoria, formas de reexistência (Barbosa, 2022) e diversidade identitária. Ao valorizar as diversas vozes que reverberaram nesta pesquisa, reconhecemos a importância de suas memórias, bem como a contínua relevância de reflexões sobre como essas narrativas podem influenciar, inspirar e transformar as gerações que estão por vir.
- ItemMultimodais: uma análise a partir de três gêneros textuais(Universidade do Estado da Bahia, 2024-03-08) Santos, Anna Thereza Macêdo; Santos, Livany Lima; Lima, Joana Angélica Santos; Carmo, Jeovania Silva do; Santos, Vanusa MascarenhasEstudo sobre o conceito de texto, multimodalidade e letramento, analisando 03 documentos, a saber: um texto literário infantojuvenil, abro ou não abro?, de Helena Armond (1990); uma tirinha, de Fernando Gonsales (2003), e um infográfico, Aprenda a identificar uma notícia falsa, do Senado Federal (2018), de maneira a entendermos como o texto e a multimodalidade configura-se nesses gêneros. Objetivamos compreender, a partir da multimodalidade presente em três gêneros textuais, como o texto mobiliza outros elementos para além das palavras para a sua composição, expandindo neste movimento o seu sentido. Diante da metodologia adotada, o movimento textual se deu por meio de uma pesquisa documental, de abordagem qualitativa. Para realização do presente estudo utilizamos como base teórica os escritos de autores como Cademartori (1991); Costa Val (2004); Marcuschi (2008); Soares (2009) e Dionisio (2011). O trabalho com esses autores mostrou-se de suma importância para compreendermos como se deu a mudança e ampliação textual, acompanhando neste movimento os anseios da sociedade moderna. Entendemos que, a partir desse novo formato de texto advindo dos avanços tecnológicos, precisamos mais do que falar em letramento, falar em multiletramentos, visto que a leitura do texto hoje abarca não só o signo alfabético, mas as imagens, os sons, os gestos, as cores, entre outros. O estudo desse tema nos ajudou a compreender que enquanto professores, precisamos sempre estarmos atentos às mudanças presentes na sociedade, pois elas impactam diretamente no ensino não só de língua portuguesa como também de todas as outras disciplinas. Desse modo, é imprescindível considerarmos tudo o que acontece à nossa volta, para que a educação permaneça atual e relevante para o aprendizado de nossos alunos.
- ItemNinguém ali devia nada: algumas análises sobre as cenas de violência policial em o livro preto de Ariel(Universidade do Estado da Bahia, 2024-02-29) Silva, Leandra Santos da; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Santos, Vanusa Mascarenhas; Amorim, Mércia de LimaHistoricamente, o povo negro foi alvo de muitas opressões e ofensas. A Contemporaneidade, ainda não superou o racismo de forma a garantir o direito às diferenças e a ancestralidade negra com esse sistema de marginalização, os negros são os mais atingidos de olhares racistas e isso se inclui na esfera da segurança pública. Dessa forma, esta monografia tem como objetivo analisar na obra O Livro Preto de Ariel (2019), do escritor Hamilton Borges de que maneira a violência policial é abordada pelo viés da literatura negra do aludido autor. Para isso, por meio de uma pesquisa descritiva e explicativa, de cunho documental, busco analisar trechos da obra em que se retrata a violência policial contra moradores negros da periferia. Sendo assim, como aporte teórico para estar discutindo essas relações entre raça, violência policial e genocídio utilizo o Atlas da violência (2021), Mbembe (2003), Amorim (2020), Nascimento (2016), Ianni (1988) Evaristo (2009). Com algumas análises obtidas na pesquisa, pondera-se que o racismo estrutural impera nas práticas de abordagem da polícia baiana, em um sistema opressor apoiado pelo Estado, que legitima práticas de ações violentas e desumanas contra pessoas negras periféricas. Portanto, o racismo é o principal atributo para que haja violência por parte da polícia.
- ItemO amor erótico da protagonista Carolina Maria de Jesus em quarto de despejo e casa de alvenaria(Universidade Do Estado Da Bahia., 2025-01-31) Brito, Denise Dos Santos; Campos, Juscilândia Oliveira Alves; Moreno, Luciana Sacramento; Santos, Vanusa MascarenhasO trabalho tem como objetivo analisar os aspectos da vida amorosa da personagem Carolina Maria de Jesus nas obras Quarto de Despejo: Diário deuma Favelada (2014) e Casa de Alvenaria: Diário de uma ex-favelada (2021). Apesquisa busca compreender como questões de identidade, classe social e raça influenciaram as relações amorosas da protagonista, destacando as transformações em seus vínculos afetivos ao longo das duas obras. A metodologia empregada é baseada em pesquisa documental e qualitativa, com análise das narrativas dos diários de Carolina, investigando as semelhanças e diferenças em suas experiências amorosas dentro e fora do contexto da favela. Essa abordagem permitiu explorar os desafios enfrentados pela protagonista dos diários enquanto mulher preta, mãe solo e escritora, inserida em um ambiente social marcado pela exclusão. Além disso, o estudo adota uma perspectiva interseccional para examinar como as opressões de raça, classe e gênero se entrelaçam na trajetória amorosa da autora, influenciando suas percepções sobre afeto, desejo e pertencimento. A pesquisa analisa os conceitos de amorem diferentes épocas, fundamentando-se nas teorias de Bauman (2004), Branden (1998), Flacelière (1988), Flandrin (1995), Grimal (1991), Lins (2007), Rougemont (1988), entre outros. Além disso, o trabalho aborda as interseções entre gênero, raça e classe na experiência das mulheres negras, com base em autoras como Alves (2010), bell hooks (1995), Davis (2016), Lélia Gonzalez (2020), Nascimento (2006), Pacheco (2013), Ribeiro (2018), Silva (2018) e Souza (2013). Os resultados indicam que as condições de vida na favela, como a pobreza extrema e o racismo, influenciaram significativamente a vida amorosa da escritora da favela, resultando em relações marcadas por abandono, desconfiança e solidão. Em Casa de Alvenaria (2021), sua ascensão social trouxe mudanças em sua perspectiva, mas os estigmas raciais e de gênero permaneceram.
- ItemRepresentações do místico em Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior(Universidade do Estado da Bahia, 2024-03-04) Silva, Kalline Santana da; Campos, Juscilândia Oliveira Alves; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Santos, Vanusa MascarenhasO presente trabalho tem como objetivo analisar os elementos místicos e religiosos, na obra Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior, observando como o Jarê, religião de matriz africana, apresenta-se na narrativa e qual o seu papel enquanto um dos fios condutores das mudanças em relação às condições dos personagens, no que tange ao processo de conscientização dos seus direitos. O estudo também discute as representações dos símbolos faca e terra, na medida em que eles se constituem na narrativa como elementos místicos marcantes, usados e vistos de diversas formas pelos personagens da trama. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de cunho documental, com abordagem descritiva, e que está embasada no pensamento de Gabriel Banaggia (2015), que trata sobre o Jarê; Eduardo Guerreiro Brito Losso (2015), Gabriel Juan Velasco (2003) e Willian James (1995) que discutem sobre o místico; Mircea Eliade (1992) e Douglas Santana Ariston Sacramento (2023) com seus textos sobre os símbolos. O estudo conclui que a narrativa de Itamar Vieira Junior contribui significativamente não só para o conhecimento do Jarê, trazendo a religião afro-brasileira para a literatura e permitindo uma maior compreensão das práticas e crenças do povo simples e resistente que a celebra, mas também para a compreensão de que a adaga e a terra, além de elementos físicos, são também entidades simbólicas que influenciam diretamente o destino das personagens principais da narrativa.
- ItemRetratos da ternura: uma análise sobre infância e afetividade em Geni Guimarães(Universidade do Estado da Bahia, 2024-02-29) Oliveira, Lorrana De Araújo; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Santos, Vanusa Mascarenhas; Santos, Betty Bastos LopesEste trabalho é de cunho documental, tem por objetivo analisar de que forma a infância e afetividade são retratadas em A cor da ternura (1991), considerando como as relações familiares, impacta a formação identitária da personagem principal, assim como, sua relação com a escola e comunidade. Em relação aos procedimentos metodológicos, na primeira etapa investigamos as raízes históricas da infância, a importância da afetividade no desenvolvimento infantil e a experiência das crianças negras na sociedade contemporânea. Em seguida, a evolução da literatura infantil e juvenil e sua relevância na promoção da infância negra. E por fim, analisamos as relações afetivas na narrativa, destacando a influência das memórias de infância na jornada emocional da personagem principal. Para a realização dessa pesquisa dialogamos com Philippe Ariés (1983) que fornece um contexto histórico para entender a evolução da concepção de infância. Andréa Simone de Andrade Colin (2019) e Neil Postman (1999) exploram concepção de infância na contemporaneidade. As teorias de Henri Wallon (1968), Nelson Piletti (2008) e Juliana de Oliveira (2022) destacam o papel das emoções no desenvolvimento infantil, com Abigail Alvarenga Mahoney (2007) discutindo as teorias de Wallon. Carol de Andrade Ferreira de Sousa (2020), Eliane dos Santos Cavalleiro (1998) e João Batista Rodrigues (2014) abordam a infância das crianças negras em sociedades marcadas pelo racismo. Abramovich (1997) e Calvino (2009) ressaltam a importância da literatura na formação de identidades. Nelly Novaes Coelho (2000), Ligia Cademartori (2007), Regina Zilberman (2005), Fernanda Abade (2013), Marisa Lajolo e Regina Zilberman (2007) oferecem uma visão histórica da literatura infantil e juvenil. Porciúncula (2014) analisa criticamente a representação racial na literatura. Janiele da Silva (2022), Carolaine da Silva dos Santos, Tiago Pereira dos Santos (2022) e Cristiane Veloso de Araújo Pestana (2021) destacam a importância da literatura negra na promoção da identidade positiva das crianças negras. Maria Anória de Jesus Oliveira (2010) enfatiza o poder das obras de escritores negros na valorização da cultura negra. Como resultado destacamos a importância das narrativas autênticas feita por pessoas negras são necessárias para desconstruir estereótipos, enfatizando a representatividade na infância e a promoção da afetividade nas obras. A análise das relações afetivas na narrativa revela o impacto significativo
- ItemSaberes poéticos da oralidade: tessituras sobre o samba de Ipirá-BA(Universidade do Estado da Bahia, 2023-12-20) Santos, Davi dos; Santos, Vanusa Mascarenhas; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Campos, Juscilandia Oliveira AlvesA pesquisa, delineada como estudo documental, ocupa-se de compreender as temáticas veiculadas nas poéticas orais dos grupos de samba chula da cidade de Ipirá-Ba, refletindo sobre como os sujeitos sambadores materializam percepções de si, de seu território e sua poética. Assim, para essa discussão, buscou-se dialogar com Stuart Hall (2003) e Pedro Abib (2019), com suas contribuições sobre os estudos culturais; para compreensão do samba de roda e das especificidades do samba chula recorremos às pesquisas de Katharine Döring (2005; 2013), Carlos Sandroni (2010) e Nina Graeff (2015), ambos pesquisadores do samba de roda do Recôncavo Baiano e ao Dossiê de Samba de Roda do Recôncavo Baiano (2006). Para estudos sobre a a poética oral recorremos a Paul Zumthor (1997; 1993). Acerca da oralidade, a autores como Walter Ong (1998), Ruth Finnegan (2006) e Ria Lemaire (2010). Para estabelecer uma reflexão com a discussão decolonial, nos aproximamos dos escritos de Aníbal Quijano (2005), Walter Mignolo ( 2005), Ramón Grosfoguel (2009), Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula Meneses (2009). Em relação aos procedimentos metodológicos, a pesquisa realizou-se a partir da transcrição, descrição e interpretação das poéticas divulgadas pelos próprios sambadores em CD e em sites/plataformas virtuais, como o YouTube e Sua Música. Na etapa inicial, realizamos a leitura dos textos teóricos sobre cultura popular, poética oral, performance, samba de roda, com um olhar para as especificidades do samba chula, teorias direcionadas às poéticas orais e estudos decoloniais. Posteriormente, foi feita uma seleção das composições poéticas e, por fim, efetuamos o processo de análise interpretativa dos textos em diálogo com os referenciais teóricos. Diante das observações, análises e estudos teóricos-documentais, foi possível perceber que essa póetica apresenta como temáticas recorrentes as vivências dos sujeitos, a exemplo das notícias das cidades circunvizinhas veiculadas nas rádios, internet, o próprio samba, os compositores e referências de artistas locais que tiveram destaque nessa prática cultural, além dos saberes passados de geração em geração. No entanto, embora alguns assuntos sejam mais pertinentes que outros, nota se que os sujeitos compositores possuem uma grande liberdade no que se refere às escolhas dos temas das chulas.
- ItemVozes do Entardecer: o sobrenatural na poética do piemonte do Paraguaçu(Universidade Do Estado Da Bahia, 2025-01-27) Nunes, Erica da Silva; Santos, Vanusa Mascarenhas; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Silva, Iranice Carvalho daEste trabalho analisa o sobrenatural em poemas do escritor Alan soares, especificamente no livro Vozes do Entardecer em Colcha de Retalhos, destacando como esses poemas apresentam aspectos da identidade cultural local. A pesquisa investiga os elementos sobrenaturais identificados nos textos e os artifícios poéticos utilizados para criar atmosferas místicas e simbólicas, explorando a relação entre crença, espaço e tradição oral. O estudo adota uma abordagem qualitativa, fundamentada em pesquisa documental e análise textual. Os poemas selecionados, como “Menino de Olhado”, “Corisco” e “A Loca do ‘Véi’ Antero”, exemplificam como o sobrenatural é representado e perpetuado através de símbolos, figuras místicas e crenças populares. As análises revelam que o uso de metáforas, repetições e descrições vívidas contribuem para a construção de cenários sobrenaturais que evocam suspense, mistério e fascínio. A pesquisa destaca a influência das tradições populares transmitidas oralmente na criação dos poemas, evidencia também como o sobrenatural é utilizado para expressar temores, esperanças e questionamentos sobre a existência humana. Além disso, o trabalho demonstra que o espaço geográfico desempenha papel central na configuração das histórias, reforçando o vínculo entre os seres encantados e o ambiente natural. Cenários como matas, montanhas e encruzilhadas não são meros planos de fundo, mas agentes ativos que contribuem para a atmosfera fantástica e para a imersão na narrativa. As análises também abordam como essas histórias servem para instruir, advertir e transmitir conhecimentos, ao mesmo tempo em que mantêm viva a memória cultural. Personagens como o lobisomem e o vaqueiro encantado representam símbolos de dilemas humanos e enfrentamentos com o desconhecido, reforçando valores e crenças coletivas. Conclui-se que os causos contados no Piemonte do Paraguaçu não apenas preservam tradições orais e culturais, mas também aguçam a criatividade daqueles que os escutam. A pesquisa contribui para os estudos literários e culturais ao oferecer uma análise detalhada das estratégias narrativas e do papel do sobrenatural na formação do imaginário popular.