Navegando por Autor "Santos, Carlos Alberto Batista"
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- ItemAspectos sociais, econômicos e ambientais da pesca artesanal na Vila de Pedrinhas em Petrolina (PE)(UNEB, 2024-10-17) Leal, Patrícia Helena Marinho do Bomfim Correia; Pinheiro, Patrícia Barros; Santos, Carlos Alberto Batista; Guedes, Ana Paula Penha; Santana, Iramaia de; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos deA pesca artesanal caracteriza-se pela extração de captura do pescado, através do conhecimento tradicional sobre a natureza, com uso de instrumentos simples e rústicos, utilização principalmente da mão de obra familiar, embarcações de pequeno porte e uma produção de baixa escala. Um dos principais berços da pesca artesanal é o rio São Francisco, sendo a terceira maior bacia hidrográfica do país. Para as comunidades tradicionais que habitam às margens do São Francisco, a pesca artesanal tem grande importância econômica, social e ambiental. Este estudo teve como objetivo investigar a prática da pesca na comunidade ribeirinha de Pedrinhas na região do submédio São Francisco, área de abrangência do município de Petrolina (PE). Por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com os pescadores artesanais e amostragem de desembarques pesqueiros foram analisados os seguintes aspectos: o histórico sociocultural da atividade pesqueira local, a diversidade de espécies pescadas e seus usos, as técnicas e os equipamentos de pesca utilizados, os pontos de pesca, as formas e os locais de comercialização da produção pesqueira. Foi traçado o perfil socioeconômico dos pescadores e verificado o conhecimento dos ribeirinhos sobre as espécies pescadas, além da percepção destes em relação às alterações sofridas na atividade pesqueira, em função das mudanças ocorridas no meio ambiente nos últimos anos. Os resultados demonstraram que o histórico da pesca artesanal em Pedrinhas foi constituído pelos laços familiares e pela transmissão geracional do conhecimento da pesca artesanal. O perfil socioeconômico dos pescadores revelou uma população predominantemente madura, com média de idade em torno dos 50 anos. As espécies de peixes mais capturadas, são: pacu, curimatã e o piau. O apetrecho de pesca mais utilizado é o conjunto rede e anzol. Alterações na pesca são percebidas pelos ribeirinhos e o problema verificado é a diminuição de captura na produção pesqueira. Foram citadas quatro espécies de peixes mais afetadas: surubim, cari, dourado e pirá. Como motivos da alteração da pesca, percebidos pelos pescadores, estão: a construção dos barramentos, poluição, assoreamento do rio e sobrepesca. Por fim, este estudo visou contribuir para o conhecimento da diversidade da ictiofauna local, de forma a subsidiar planos de manejo e ordenamento sustentável dos recursos naturais do rio.
- ItemConservação dos recursos naturais(2016) Nogueira, Eliane Maria de Souza; Andrade, Maria José Gomes de; Moura, Geraldo Jorge Barbosa de; Santos, Carlos Alberto BatistaComo uma proposta inovadora, este livro reúne diferentes abordagens de informação e reflexão sobre a história, o uso de recursos naturais a partir da perspectiva da ecologia humana com interpretações de gestão socioambiental. Nomes como moringa, peixes vermelhos, SNUC e Arecaceae saem do universo do Biólogo e ganham um corpo didático e leve, ultrapassando os leitores acadêmicos, em busca daqueles coloquiais, também artífices de dinâmicas étnicas-ambientais. Tudo isto na perspectiva de afirmar o saber das populaçõ es tradicionais como pedra fundamental na conservaçã o e utilização sustentável da biodiversidade brasileira. A mesma biodiversidade que suporta e alimenta toda a nossa sociedade. Num primeiro momento, a coletânea apresenta uma revisão substancial sobre uma espécie vegetal de origem indiana totalmente adaptada ao Nordeste brasileiro: a moringa (Moringa oleifera Lam.). Desvela à sociedade seu uso transcontinental, que vai desde a medicina Ayurveda (a medicina oficial dos Hindus), até as aplicações no Brasil, como reconhecida planta medicinal, rica fonte alimentar para os humanos, forragem para os animais, uso na cosmética industrial e suas potencialidades como biocombustível e biofertilizante. Emerge no segundo capítulo uma descrição pormenorizada do olhar dos ribeirinhos das margens do rio São Francisco, sobre o seu principal recurso de existência e reprodução sociocultural e biológica. Aliado a descrições estatísticas, as quais retiram a subjetividade da interpretação apaixonada dos pesquisadores, a estrutura social e as relações travadas com o ambiente são descritas num comparativo entre Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia. A percepção dos impactos ambientais de uma amostra da população tradicional que vive numa zona de monitoramento ambiental e comportamentos conservacionistas são trazídos à tona, e revelam “a palavra vida...” como sinônimo para o rio São Francisco. O terceiro capítulo faz uma retorspectica do uso das palmeiras, as Arecaceae, na América do Sul, e nos leva a reflexões importantes, quando identifica que o uso e manejo do ouricuri, principal palmeira explorada e utilizada no Nordeste brasileiro, sustenta mais de 50% da produção extrativista, sendo ainda responsável na conservação da arara azul de lear, endêmica da região das palmeiras. Uma revisão sobre o surgimento do Sistema Estadual de Conservação da Natureza em Pernambuco, nos trás à tona a história do homem no processo de delimitação de espaços sagrados e de manutenção dos recursos da Natureza, ao mesmo tempo em que revela e destaca o árduo caminho evolutivo da história do sistema de áreas protegidas brasileiras. São estes os não menos intrigantes aspectos delineados no quarto capítulo.
- ItemA educação indígena e a educação escolar indígena, contextualização e interculturalidade na formação dos jovens da etnia Tumbalalá(2020-12-14) Lins, Sandra Valéria Silva; Santos, Carlos Alberto BatistaEsta dissertação surgiu da necessidade de perceber os avanços e os entraves da proposta desenvolvida pelos municípios e do intuito de adentrar nas minúcias que compõem o processo formativo continuado e em particular as discussões sobre educação contextualizada, constituindo-se como eixo central das discussões propostas nesta pesquisa. Pretende-se com o estudo apropriar-se da política municipal de formação continuada e do fazer docente ocupando-se de perceber os desdobramentos dessa ação junto aos jovens estudantes indígenas e dessa maneira, enveredar pelas discussões de escolarização indígena, levando-se em conta a presença de elementos que engendram a lógica da cidade em detrimento da cultura indígena, uma vez considerada que, a formação desenvolvida, não tem preenchido as necessidades específicas para que a força de trabalho dos jovens indígenas que vivem no campo possa ser canalizada para esse ambiente, ocorrendo um processo inverso que gera conflitos quanto à construção dos percursos formativos desses sujeitos e à contribuição com a sua constituição identitária no campo
- ItemEducation beyond the bars: reflections on school in Brazilian Prisons(2020-01) Silva, Regivaldo José da; Costa, Ênio Silva da; Florêncio, Roberto Remígio; Santos, Carlos Alberto BatistaThe discussion on education within the Brazilian Prison System is strongly connected with the social function of the school, once the criminal policy is directly related to the failure of the prison system, taking into account its primary objectives, viz. resocialize and insert its subjects into society, without the prospect of relapsing into the prison system. Many laws have emerged towards the possibility of emancipatory education and the redemption of sentences, but practically little has been done to alleviate the effects of imprisonment, recidivism and the social consequences, which end up in the retro-feeding effect of the penitentiary system.
- ItemOs saberes dos vaqueiros sobre a tradição da “pega do boi” e sua seguridade constitucional(UNEB, 2024-12-19) Santana, Luiz Antonio Costa de; Santos, Carlos Alberto Batista; Bispo, Rogerio de Souza; Santos, Maria Herbenia Lima Cruz; Silva, Bruno Cezar; Lopes, Ziel FerreiraA vaquejada e a pega do boisão atividades culturais e esportivas desenvolvidas sobretudo no Nordeste brasileiro. Suas performances são similares; na vaquejada, os vaqueiros devem derrubar um boi dentro doslimites de uma área demarcada a cal, puxando o animal pelo rabo, enquanto na pega do boi o animal é solto na caatinga, e o vaqueiro vai buscá-lo por dentro da vegetação. A presente tese objetiva analisar a percepção dos vaqueiros, residentes nos Municípios integrantes da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE) sobre a vaquejada e a pega de boi, os tratos com os animais e as implicações da ADI 4983 na vida e na cultura do homem nordestino. Para tanto, foram utilizados pressupostos metodológicos de natureza qualitativa. foram construídas Revisao de literatura e análise documental, foram realizadas buscas no arcabouço legal: Constituição Federal de 1988, Lei 12.870/2013, Lei 15.299/2013, Lei 13.364/2016, Emenda Constitucional n. 96, Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.983Lei 15.299/2013. Uma pesquisa de campo, desenho transversal, descritiva e exploratória, de natureza qualitativa, alicerçada em entrevistas semiestruturadas e questionários socioeconômicos e demográficos. Os dados foram coletados entre janeiro de 2023 a junho de 2024, durante as vaquejadas realizadas em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) municípios que compõe os principais polos da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico. O primeiro e o segundo ciclo de coleta de dados foram realizados por meio de entrevistas e questionários nos meses de janeiro e junho de 2023. As entrevistas semiestruturadas foram gravadas em aparelho de áudio e respondidas em documento impresso. No primeiro ciclo, foi entrevistado um grupo que participava da Sétima Vaquejada na cidade de Juazeiro; no segundo ciclo, foi entrevistado outro grupo que participava da 37.ª Vaquejada do Parque Geraldo Estrela na cidade de Petrolina, com ambos totalizando 22 participantes que se dispuseram a participar da pesquisa. As entrevistas foram analisadas através da análise conteúdo, o que resultou em categorias temáticas que compuseram o corpus de discussão do estudo. Os dados socioeconômicos foram apresentados com estatística descritiva. O resultado desse estudo estabeleceu que vaqueiro permanece como figura central dessa prática nas regiões do Submédio São Francisco, demonstrando ainda um “saber adquirido” por meio da prática contínua da vaquejada, que atores envolvidos na atividade percebem a vaquejada como relevante manifestação cultural, e que as regras existentes não causam maus-tratos aos animais, de modo que a vaquejada desempenha papel representativo nas tradições nordestinas. Conclui-se que a vaquejada, reflete uma conexão profunda com a cultura local, as narrativas míticas do Nordeste e a economia da região.
- ItemOs saberes populares no viés da Ecologia Humana(2016) Nogueira, Eliane Maria de Souza; Andrade, Maria José Gomes de; Andrade, Wbaneide Martins de; Santos, Carlos Alberto BatistaO semiárido Nordestino é descrito na literatura científica como uma área de clima seco e quente com temperaturas predominantemente altas e solos pouco desenvolvidos em função das condições de escassez das chuvas, e pela ocorrência da vegetação de Caatinga. A Caatinga por sua vez é descrita como um mosaico de arbustos espinhosos e floresta sazonal seca, compondo um ecossistema pobre em espécies e endemismos. Ainda na literatura, encontramos que essa região sofre com secas severas periódicas, que tornam a vida na Caatinga difícil para as populações humanas residentes e determinam mudanças adaptativas na biota da região. De fato, não se podem contestar dados morfo-climáticos, no entanto, os estudos mais recentes tem demonstrado a importância da Caatinga para a conservação da biodiversidade no Brasil, apresentando uma imensa riqueza vegetal e animal já catalogada, além de altos números de endemismo entre os vegetais e alguns grupos animais. As comunidades e povos tradicionais que ai residem, desenvolveram técnicas de adaptação e manejo às condições ambientais da região, construindo um imenso conhecimento dos recursos naturais locais, desenvolvendo diversas interações ao longo do tempo com animais e plantas, expressas nas crenças e atitudes com os outros seres da natureza, construindo um modo de vida peculiar e uma diversidade cultural ímpar. As relações que derivam dessas interações estão presentes em diversas expressões culturais dessas sociedades e se perpetuaram no imaginário coletivo, sendo transmitidas através da oralidade de geração a geração. Esta obra que agora apresentamos a você, caro leitor, atesta esses dados, através dos trabalhos aqui descritos. Partindo dos conceitos da Ecologia Humana, apresentamos as “gentes” desse sertão, a resistência da cultura desses povos em meio a diversidades sociais e religiosas, e uma pequena amostra das interações do homem com os animais locais, expressas em grandes cancioneiros nordestinos. Dessa forma esta obra vem contribuir sobremaneira para a valorização da diversidade biocultural presente no semiárido nordestino, fornecendo subsídios para Ecólogos Humanos, Etnobiólogos, Antropólogos, Etnoecólogos, Cientistas Ambientais, entre outros profissionais, convidando-os a conhecerem e saborearem desses saberes e fazeres do povo sertanejo.
- ItemTerritorialidade e identidade étnica Truká no século XXI(UNEB, 2024-12-14) Pereira, Artenízia Luiza da Silva; Santos, Carlos Alberto Batista; Lins, Leonardo Diego; Florêncio, Roberto Remígio; Oliveira, Edivania Granja da SilvaDesde o século XVII, o povo Truká vivenciam em seu território lutas e disputas com os chamados de poderosos da cidade, para permanência em seu território, o mesmo atraiu olhares da região por causa de sua fertilidade do solo, da flora e fauna, abundância de água do rio São Francisco, causando uma série de disputas. No século XX, a Igreja Católica entrou na disputa e tornou-se representante legal de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, a quem os indígenas teriam doado as terras na espera de proteção, com o passar do tempo as terras foram vendidas a coronéis e os Truká, precisaram ser fortes para enfrentar as várias situações de negativas e silenciamentos junto aos então poderes públicos para resistência territorial junto as forças encantadas, entrando em um processo de retomadas(lutas para reconquista da terra). A presente pesquisa objetivou analisar aspectos sociais de territorialidade e identidade do povo Truká, na primeira década do século XXI, estabelecendo ligações entre as expressões socioculturais e a construção da territorialidade e identidade deste povo, compreendendo assim, as vivências Truká mediante as relações identitárias pós retomadas. Para tal foi utilizado a técnica de Análise de Conteúdo, baseando-se na pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados. Após realização da pesquisa verificou-se que a territorialidade e identidade sociocultural Truká se constitui de lutas visíveis e invisíveis, entrelaçadas por redes que apresentam conexões compreendendo, 15,4% de ações coletivas, 14% relações com a terra, 11,6% pertencimento, 10,5% tradições, 10,3% cultura, 8,8% saberes, 7,5% resistência, 6,4% Dinamicidade, 4,9% estratégias de luta, 6% visão religiosa e 4,6% de visão de mundo.
- ItemA Zooterapia do povo indígena Pankararú no Semiárido Pernambucano(2017) Santos, Carlos Alberto Batista; Lima, Jaciara Raquel Barbosa DeA pós-modernidade descortinou uma constelação de discussões acaloradas sobre a utilização dos recursos naturais, emergindo com bastante vigor a questão da sustentabilidade, devido a aceleração ao consumismo, dentro de interesses pautados numa lógica da reprodução do capital, que vem se mostrando extremamente predatória ao meio ambiente, causando graves problemas ambientais, ou como prefere o importante pesquisador mexicano Enrique Leff, “uma crise civilizatória”. O ser humano é espécie que, de modo consciente, mais transforma, adapta e se adapta às condições ambientais. Nesse diapasão, estudos sobre o uso dos recursos naturais pelos povos tradicionais ganham relevância, devido às suas relações mais harmônicas e sustentáveis com os elementos da natureza, como afirmou Elionor Ostrom, Prêmio Nobel de economia. O trabalho que ora temos o prazer de prefaciar, vem justamente valorizar as percepções do povo Pankararu dos elementos naturais que os cercam, numa perspectiva êmica, oferecendo aos pesquisadores das mais distintas áreas do conhecimento importante subsídio para compreensão do saber/fazer desse povo. Os conhecimentos sobre os usos de animais com fins terapêuticos detidos pelo povo Pankararu, foram/ são transmitidos oralmente, de geração a geração, e vêm ganhando a atenção dos centros acadêmicos, principalmente no âmbito das etnociências. Compactuando-se com uma nova mentalidade de ressignificações de “conhecimentos válidos”, o presente trabalho aborda as experiências do povo Pankararu, no tocante aos usos da fauna com fins terapêuticos, abrindo espaço para a valorização dos conhecimentos tradicionais. As pesquisas empreendidas nessa empreitada vêm contribuir, de modo significativo, para acrescentar subsídios para uma melhor compreensão dessas práticas tradicionais. Corrobora para a confirmação de uma grande biodiversidade da caatinga (51 espécies animais foram detectadas na área estudada), e os usos sustentáveis desses recursos, além de, talvez mais importante, as simbologias intrínsecas nos elementos naturais utilizadas nas práticas curativas, como relacionar partes dos organismos utilizados às doenças específicas. Os resultados dessa pesquisa são, sem dúvidas, importantes contribuições para pesquisas posteriores, tanto para as etnociências, como outras áreas de estudos.