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Navegando por Autor "Santos, Betty Bastos Lopes"

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    Entre o aneu logon e o princípio de nkali: vozes negras que insurgem no PNLD literário
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-28) Santos, Betty Bastos Lopes; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Souza, Ana Lúcia Silva; Nascimento, Daniela Galdino; Debus, Eliane Santana Dias; Santos, Oton Magno Santana dos
    Mesmo após duas décadas da aprovação da Lei 10639/03, ação reparatória que garantiu a obrigatoriedade do ensino da História e da Cultura africana e afro-brasileira nos currículos escolares, é notório que o racismo ainda segue atuante, inclusive no campo literário. Paralelamente, percebe-se que muitas lutas têm sido travadas no sentido de garantir espaços igualitários para a expressão de vozes silenciadas pelo aneu logon e marginalizadas pelo princípio de nkali, agentes de efetivação do epistemicídio, dispositivo de poder que tenta apagar as narrativas criadas pelos povos negros, por contrariarem padrões estéticos dominantes instituídos pela cultura branca, europeia, negando-lhes o direito de existir, tanto na sociedade quanto no campo literário. Considerando que a Lei 10639/03 indica a literatura como uma área especial para o desenvolvimento de ações que visem a sua implementação, esta Tese se desenvolveu com objetivo geral de investigar como o PNLD literário tem se alinhado ao processo de implementação da Lei 10639/03 e para o combate ao racismo, por meio da seleção e distribuição de obras literárias que abastecem os acervos das redes públicas educacionais brasileiras. Nesse propósito, esta Tese se sustentou, principalmente, nas discussões de Sueli Carneiro (2023) sobre os efeitos do epistemicídio como um dispositivo de poder fundado na racialidade, além das investigações da pesquisadora Regina Dalcastagnè (2012), ao denunciar a hegemonia branca que imperou no campo literário brasileiro, fornecendo bases para avaliarmos os níveis dessa hegemonia no recorte do PNLD literário. Além dessas autoras, recorremos a Nilma Lino Gomes (2020), ao sugerir a descolonização dos currículos escolares, incluindo a literatura, que ainda mantém raízes eurocêntricas na sua constituição. As discussões de Duarte (2011) na definição da literatura por ele denominada como afro-brasileira, as concepções acerca da literatura negro brasileira, a partir de Cuti (2010), e da “escrevivência” de Evaristo (2009) foram importantes para definirmos as classificações Literatura de Temática e Autoria Negra Brasileira (LTANB) e Literatura de Temática Negra Brasileira (LTNB) diferenciadas pela voz que enuncia o discurso (negra ou não negra), a partir do lugar socioideológico que cada autor ocupa na sociedade. Trata-se de uma Pesquisa Básica de abordagem Qualitativa. Quanto à natureza das fontes utilizadas classificou-se como Bibliográfica e Documental e a análise incidiu diretamente sobre o corpus constituído pelo recorte de obras que trataram da temática negra, nas edições inaugurais do PNLD literário (2018 e 2020). Diante da análise, constatou-se que o número de obras que abordaram a temática negra, neste recorte, oitenta e duas obras num universo de novecentas e vinte e seis, nas duas edições, ainda reflete um percentual bastante pequeno diante do quantitativo de obras aprovadas nas duas primeiras edições do Programa. Contudo, apesar da supremacia na quantidade de obras de autores não negros, visualizamos qualidade na apresentação dos temas nas obras desses autores, classificadas como LTNB, fugindo de caracterizações e representações estereotipadas, com exceção de três obras. Quanto ao quantitativo de obras de autores negros, classificadas como LTANB, embora ainda em número reduzido, expressam o compromisso identitário de vozes negras engajadas na luta contra o racismo, cujas narrativas reforçam o respeito às tradições ancestrais, refletem os valores civilizatórios afro-brasileiros e expressam os fundamentos da cosmovisão africana.
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