Navegando por Autor "Rios, Pedro Paulo Souza"
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- ItemA chave na construção identitária dos alunos da educação de jovens e adultos: contextualizando as memórias da Escola de Cazumba em Senhor do Bonfim-BA(UNEB, 2024-03-22) Silva, Naiara Bamberg da; Silva, Américo Junior Nunes da; Vieira, Josenilton Nunes; Rios, Pedro Paulo SouzaA presente pesquisa objetiva compreender como se constituem os processos identitários de alunos da Educação de Jovens e Adultos da Escola Municipal de Cazumba, em Senhor do Bonfim – BA, a partir do processo de pertencimento ao seu território, preservação da memória da escola e de proteção à instituição escolar. Norteamos esta investigação a partir da seguinte problemática: como o processo de pertencimento ao território, as memórias e proteção da instituição escolar constituem as identidades dos alunos Jovens e Adultos na Escola Municipal de Cazumba, em Senhor do Bonfim – BA? Tem-se como objeto de estudo os processos de pertencimento de Jovens e Adultos da Escola Municipal de Cazumba, na Zona Rural do Município de Senhor do Bonfim, no centro norte do Estado Bahia, Território de Identidade Norte do Itapicuru, localizado a 375 quilômetros da capital – Salvador. As questões colocadas pela investigação inquirem sobre as relações entre memória e identidade no contexto da educação escolarizada, procurando analisar as conexões entre a memória da escola, as experiências dos alunos, o sentimento de pertença a uma instituição de ensino, as identidades coletivas e aprendizagens para a organização social dos sujeitos membros da comunidade camponesa quilombola de Cazumba. O percurso metodológico ancora-se nos pressupostos de uma pesquisa narrativa, a partir do uso, enquanto dispositivo de produção de dados, a entrevista narrativa, pano de fundo de minha própria experiência enquanto educadora e das experiências dos demais participantes, membros na comunidade. Almeja-se, portanto, revelar processos de aprendizagens formais e informais, através dos quais os sujeitos desenvolvem e enriquecem suas potencialidades, a fim de melhorar, interferir e transformar a realidade social à qual pertencem. Ainda nesse contexto, espera-se contribuir no processo de autorreconhecimento das pessoas da comunidade, fomentando à formação de cidadãos críticos e conscientes do seu papel na sociedade.
- ItemAcademia de letras e artes de Senhor do Bonfim – ACLASB: um espaço cultural e de educação não escolar no semiárido brasileiro(UNEB, 2024-04-17) Cajuhy, Edvan Ferreira; Martins, Josemar da Silva; Santos, Cosme Batista dos; Rios, Pedro Paulo SouzaA presente pesquisa é sobre a Academia de Letras e Artes de Senhor do Bonfim – ACLASB, um espaço cultural e de educação não escolar, que se apresenta como um estudo de caso qualitativo, com uma abordagem fenomenológica, que teve como coleta de dados a análise documental e entrevistas narrativas. A pesquisa busca responder a seguinte questão problema: “Como se constitui a dimensão educativa no conjunto das ações culturais da ACLASB?”, tendo como objetivo geral: investigar como se constitui a dimensão educativa no conjunto das ações culturais da ACLASB. Para tanto, a pesquisa fundamenta-se em alguns autores como: Zilles (2007); Martini (1998/1999); Husserl (1989), sobre a fenomenologia; Gohn, M. G (2016, 2009 e 2015), educação não formal; Silveira; Córdova (2009), sobre métodos de pesquisa; e outros. Já o conceito de cultura tem como base: Laraia (2001); Guattari, F.; Rolnik, S (2022); o conceito de semiárido fundamenta-se em Martins (2002, 2006); Malvezzi (2007); Gomes (1998) e Albuquerque JR. (2011) e educação contextualizada para a convivência com o semiárido, também: Martins (2002, 2006), Pinzoh (2012); Menezes e Reis (2016); e outros. Assim sendo, o presente trabalho apresenta resultados em relação a investigação, em que se propôs aos aspectos educativos da ACLASB e revelando um espaço cultural, mas também, como um espaço de educação não escolar e educação informal, bem como a interação da ACLASB com a escola.
- ItemConfabulações professorais de docentes gays(2022-05-19) Oliveira, Yuri Barbosa Martins de; Silva, Zuleide Paiva da; Santos, Matheus Araújo dos; Rios, Pedro Paulo Souza; Araújo, Ivanildo Amaro deO presente estudo tem objetivado discutir, a partir dos discursos de cinco professores gays da escola básica de municípios localizados no Território do Sisal (Serrinha, Conceição do Coité e Valente), sobre suas experiências como sujeitos homossexuais e das implicações subjetivas que tais reflexões interpelam para produzir suas professoralidades. Essa dinâmica de reflexão proporcionada pelo estudo produz-se enquanto movimento iniciático no Programa de PósGraduação em Educação e Diversidade (PPGED), lotado na Universidade do Estado da Bahia – Campus XIV, em Conceição do Coité, uma vez que poucos estudos evidenciam as sexualidades na constituição das docências de professores homossexuais. Frente a isso, a pesquisa enveredou-se pelos estudos de gênero, sexualidade e homossexualidade, cujo percurso teórico-metodológico foi constituído pela perspectiva pós-estrutural. Com base em suas enunciações, pude compreender as formas pelas quais esses docentes vão forjando suas professoralidades e de como as relações de poder, intrínsecas no confinamento familiar e nos ambientes profissionais em que trabalham, implementam uma série de negociações no que diz respeito às suas sexualidades ao demarcarem desqualificações profissionais e pessoais desses sujeitos baseadas no estigma histórico. Entendo que as pressuposições que circundam as histórias de vida dos professores pesquisados salientam a importância do estudo justamente por mobilizarem desconstruções sobre gênero e sexualidade compreendidos pelo espectro heteronormativo vigente. Em vista disso, no processo de imergir no campo e buscar informações que servissem de base para as problematizações necessárias, lancei mão do dispositivo metodológico Grupo de Experiência Docente em Gênero e Sexualidade (GEDGS), no qual compactuou de modo ímpar para trazer à tona discursos que nos levassem a discutir as normas de gênero e sexualidade impostas a esses docentes, da infância e adolescência até sua vida adulta, demonstrando o corolário de subjetivações correlacionadas a essas imposições. Foi possível inferir, em suma, que os professores mostraram experienciações de modos de vida diferentes, apesar das muitas semelhanças, produzindo assim confabulações professorais a fim de refletirmos práticas curriculares e sociais implicadas com nossas condições sexuais. O estudo, ademais, pode ser um espectro avaliativo em que cada um teve a oportunidade de ponderar sobre a vida vivida ao capturar modos de desfazimento de si para pensar outras configurações de ser professor, permitindo-se vivenciar uma docência em sua processualidade, cuja ação mostra que professoralidade e sexualidade são elementos indissociáveis.
- ItemA contribuição do pensamento de Carolina De Jesus para uma Educação decolonial(2022-12-28) Santos, Endi Francine Carvalho Matias dos; Lima, Aurilene Rodrigues; Rios, Pedro Paulo Souza; Batista, Raylane Nayara SouzaO presente trabalho consiste em uma revisão bibliográfica, utilizando o método qualitativo, através de uma releitura da obra de Carolina Maria de Jesus. O trabalho está dividido em introdução, quatro capítulos, considerações finais e por fim, as referências utilizadas. O texto apresentado trata-se de uma leitura da obra “Quarto de Despejo”. O objetivo do trabalho foi evidenciar o pensamento de Carolina Maria de Jesus para uma educação decolonial. Já os objetivos específicos do trabalho foram: contribuir para o educador enxergar no aluno de EJA, um ser crítico, social e político; repensar a educação do aluno de EJA, considerando a importância das suas vivências para o seu processo intelectual e associar o reflexo de sua obra na contribuição da formação do pedagogo. Repensando e dialogando com os textos de Carolina, a partir de uma reflexão sobre os mesmos ficou evidente o quanto a autora através da sua escrita, denunciou o dia a dia de desigualdade social, miséria e violência impostas aos favelados que viviam à margem do rio Tietê, no Canindé, maior favela de São Paulo. Carolina Maria de Jesus desnudou nas turvas linhas da sua grafia o que há de mais cruel e indigente em um país: A fome! Pretende-se com este trabalho ajudar na formação emancipadora dos professores na educação de jovens e adultos, para que os educadores em suas salas de aula, contribuam para que os seus alunos se tornem sujeitos críticos e conscientes do seu próprio contexto social.
- ItemNarrativas das mulheres da comunidade quilombola de coqueiros acerca de suas vivências e trajetórias escolares(2022) Mendes, Alane Martins; Pinho, Maria José Souza; Rios, Pedro Paulo Souza; Pinto, Benedita Celeste de MoraisA presente pesquisa, “Narrativas das mulheres da comunidade quilombola de Coqueiros acerca de suas vivências e trajetórias escolares”, tem como questão principal entender como a educação escolar tem contribuído para o empoderamento feminino. Para tanto, analisamos as trajetórias escolares das mulheres de Coqueiros; problematizamos o processo histórico de inclusão das mulheres no sistema de educação escolar brasileiro, no intuito de entender como esta pode se configurar como um mecanismo para transformação social, interferindo positivamente na vida delas. Para dialogar sobre estas questões, subsidiamo-nos em autoras como: Ribeiro (2016); Saffioti (2013); Saviani (2013); Louro (2015); Almeida (1998); Hahner (2012); Monteiro (2015); Scott (2012); Arendt (2012). Também dialogamos com Baquero (2012); León (2013); Fagundes 2017; Sardenberg (2018), Berth (2019), que apresentam nuances epistemológicas sobre o termo empoderamento, permitindo-nos melhor compreendêlo em seus diferentes conceitos. Considerando que as participantes eram mulheres de uma comunidade quilombola, fez-se necessário também fazer uma abordagem sobre Feminismo Negro e Educação Quilombola, o que nos deu uma visão mais geral sobre o contexto socioeducacional e cultural em que elas estão inseridas, por meio de autoras como: hooks (2019); Ribeiro (2020); Carneiro (2011); Pinto (2010). Finalizando a discussão teórica com Munanga (2005); Barros (2005); Silva e Araújo (2005); Cunha (1999), dentre outros que problematizaram a Lei 10.639/03, bem como trataram da relevância desta na Educação Quilombola. A metodologia que norteia o processo investigativo fundamenta-se a partir das discussões de Gatti (2007); Veiga Neto (2002); Ghedin e Franco (2011); Luna (2011); Gil (2002); Fazenda (2010); Vieira Pinto (1997); Rocha (2004); Freire (2011); Souza (2007), e se deu por meio de uma pesquisa exploratória, com abordagem qualitativa, cujo paradigma epistemológico é o Materialismo Dialético Histórico; tendo as entrevistas narrativas e rodas de conversa como instrumentos de coleta de dados. O lócus foi a Comunidade Quilombola de Coqueiros, em Mirangaba-Ba, e as participantes, mulheres que residem na comunidade. A trajetória escolar dessas mulheres foi e ainda é repleta de desafios, mas elas seguem firme no propósito de conquistar o espaço que desejam alcançar. São, ao final, símbolo de lutas e resistências.
- ItemProfessoralidades heterodissidentes: uma prática pedagógica de resistência e enfrentamento ao preconceito na escola(Universidade do Estado da Bahia, 2024-03-11) Silva, Manoel Luiz Santos da; Silva, Zuleide Paiva da; Jesus, Rosane Meire Vieira de; Rios, Pedro Paulo Souza; Araújo, Ivanildo Amaro deEste estudo tem o objetivo de analisar os modos de ser professore/as heterodissidentes a partir das experiências forjadas pelas sexualidades não heterossexuais a fim de compreender como esses modos de ser afetam a prática pedagógica e se constituem em saberes docentes fazendo emergi as professoralidades heterodissidentes. A principal questão que move esse estudo é: Como se constituem as professoralidades heterodissidentes? O percurso teórico-metodológico da pesquisa é feminista perspectivista. De natureza aplicada e abordagem qualitativa, este é um estudo autobiográfico. Nele, assumimos a conversa como procedimento metodológico. Para produção dos dados adotamos giros de conversa com professores heterodissidentes que atuam na Educação Básica a fim de confabular sobre as experiências que os/as constituem, que constituem os seus saberes e fazem emergir as professoralidades heretodissidentes, uma forma de ser corpo docente político de resistência e combate a toda forma de LGBTfobia na escola. Para análise dos dados construídos foi utilizada a técnica de análise do discurso proposta por Eni Orlandi (1999). Referente ao aporte teórico, acionamos principalmente: Guacira Louro (2004; 2014), Seffner (2016; 2020), Megg Rayara Oliveira (2018), Junqueira (2009, 2014), com as questões de identidades de gêneros, sexualidades e a cultura da LGBTfobia nas escolas; Pereira (2016) sobre constituição da professoralidade; Tardif (2002), as experiências vivenciadas que atravessam a prática pedagógica e a construção dos saberese com Zuleide Silva (2016; 2022) refletindoo sobre o processo de construção de professores/as com orientação sexual e/ou identidade de gênero não conformada com a matriz cisheterossexual normativa, adotando uma perspectiva feminista frente às fronteiras de gênero e sexualidade na educação. Como resultados finais, ainda que inconclusos, consideramos que para pensar a constituição das professoralidades heterodissidentes é de suma importância considerar a experiência como a gênese da construção do conhecimento do/a professor/a não heterossexual e os agenciamentos dos saberes docentes produzidos que se revelam na prática pedagógica dando sinais da constituição das professoralidades heterodissidentes.
- ItemProtagonismo das mulheres de Massaroca a partir dos processos educativos do Comitê das Associações Agropastoris(UNEB, 2023-03-31) Santos, Ana Paula Silva dos; Barros, Edonilce da Rocha; Reis, Edmerson dos Santos; Rios, Pedro Paulo SouzaA participação da mulher rural na produção agrícola é um fato incontestável, mas quase sempre invisibilizado, restrito ao espaço doméstico e privado. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o protagonismo e a participação social de mulheres rurais vinculadas ao Comitê das Associações Agropastoris de Massaroca (CAAM), com enfoque nos processos educativos. A base empírica da pesquisa foi o distrito de Massaroca, Juazeiro, Bahia, sede do CAAM. É um estudo de caso de abordagem qualitativa. Utiliza diferentes técnicas de coleta de dados como a observação direta, visitas, entrevistas semiestruturadas e entrevistas com grupos focais. Os resultados demonstram que as mulheres rurais de Massaroca vêm exercendo um protagonismo nos espaços de poder e decisões, como presidentes das associações rurais e do CAAM; coordenadoras de projetos produtivos, dentre outras atividades que em passado recente eram atribuídas somente aos homens. A pesquisa evidencia também o papel das mulheres rurais como provedoras do lar, no exercício de atividades geradoras de renda familiar que tem sido fundamental para sua autonomia. Esses aspectos também implicam na sua condição de liberdade e de visibilidade perante a sociedade. O estudo demonstra ainda que a condição das mulheres no espaço rural pesquisado tem passado por uma transformação social significativa, que segundo elas próprias tem a ver com os processos formativos que elas vêm participando dentro e fora do CAAM. Os espaços públicos que elas frequentam têm lhes permitido sair da invisibilidade e as colocando como protagonistas de suas histórias de vida, como também têm permitido que elas adquiram mais autonomia e liberdade, o que as diferenciam do lugar comum da mulher rural historicamente subalternizada.
- ItemSubjetivações e dissidências de gênero e sexualidades no Semiárido baiano(2022) Rios, Pedro Paulo SouzaDurante muito tempo a nós, que nos constituímos enquanto LGBTTQIA+, foi negado o direito de discorrer acerca de nossas próprias vivências e trajetórias de vida, consideradas desnecessárias, por serem tomadas como obscenas, pecaminosas, passíveis de censuras e proibições. Nesse sentido, a presente obra tem por objetivo refletir acerca das múltiplas identidades que nos constituem enquanto gays afeminados, mulheres trans e travestis em territórios semiáridos, a partir dos distintos demarcadores. Os seis capítulos que compõem esta obra foram escritos na primeira pessoa, pois dizem respeito às nossas vivências e trajetórias, aos caminhos percorridos, e que, aos poucos, foi nos constituindo naquilo que somos/seremos.