Navegando por Autor "Palmeira, Isa Mairy Tomé Oliveira"
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- ItemEntre algoritmos e saberes: a Inteligência Artificial Generativa no ensino e na construção do conhecimento(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Palmeira, Isa Mairy Tomé Oliveira; Carneiro, Everton Nery; Lima, Joara Porto de Avelar; Vieira, Márcio Ronaldo RodriguesO presente estudo debruçar-se-á na inserção das tecnologias digitais, em específico a Inteligência Artificial Generativa (IAGen), no âmbito educacional. A ascensão acelerada das interfaces generativas de inteligência artificial que já alcança espaços escolares, trazendo promessas de personalização e automatização, bem como os riscos éticos, epistemológicos e políticos, instiga e fomenta a questão-problema que catalisa a pesquisa, que consiste em: de que forma a inteligência artificial generativa interfere no processo de ensino-aprendizagem, e quais são suas implicações para a construção do conhecimento em contextos educativos? Objetiva analisar as implicações pedagógicas e epistemológicas do uso da inteligência artificial generativa no contexto educativo, investigando de que modo suas aplicações impactam os processos de ensino-aprendizagem e contribuem (ou tensionam) a construção crítica e dialógica do conhecimento. Como referencial teórico, utiliza Lévy (2010), Morin e Le-Moigne (2000) e Freire (2023) enquanto pilares que articulam a cognição humana, a dinamicidade do conhecimento e a pedagogia crítica e dialógica na constituição da práxis. Como percurso metodológico, adota uma pesquisa de abordagem qualitativa, tipo bibliográfico e documental, utilizando a revisão sistemática como método de seleção de dados e a análise de conteúdo de Bardin (2016) como técnica de interpretação. Conclui que a IAGen a presença da IA generativa nas práticas escolares emerge desafios epistemológicos, éticos, políticos e sociais, bem como defende o redimensionamento da práxis pedagógica para uso da IAGen na educação enquanto interface que não substitui a ação humana e é produto da inteligência coletiva, o que a torna consequentemente inacabada. A educação, portanto, assume papel ativo que preserva o caráter da incompletude da formação e do sujeito, caracterizando-se enquanto gesto e ação que acolhe as dúvidas e incertezas, fundamental em tempos de inteligência artificial generativa.