Navegando por Autor "Nogueira, Eliane Maria de Souza"
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- ItemA educação não formal na organização dos núcleos culturais nas comunidades quilombolas do sertão do Pajeú pernambucano(UNEB, 2024-11-18) Costa, Kleber Ferreira; Amorim, Dinani Gomes; Duarte, Francisco Ricardo; Santos, Paulo César Marques de Andrade; Nogueira, Eliane Maria de Souza; Santos, Carlos Alberto Batista dosNesta tese, ao se estudar a cultura e a identidade das comunidades quilombolas do sertão do Pajeú e sua zona de conflito, está-se estudando a atuação da educação não formal como instrumento de preservação do núcleo cultural quilombola, compreendido como o espaço cultural em que o grupo de pessoas se reúne, convive e troca experiência. Esse núcleo, marcado pelo enfrentamento ao racismo estruturante e epistêmico, encontra na educação não formal a maneira de manter a organização comunitária, a resistência cultural e antirracista que fortalece essa comunidade. Nesse cenário, o presente estudo buscou responder a seguinte questão- problema: Como se dá o processo de organização dos núcleos culturais das comunidades quilombolas do sertão do Pajeú pernambucano? Este estudo objetiva identificar o processo de organização da educação não formal, enquanto mecanismo de preservação da cultura afrodescendente, nos núcleos culturais das comunidades quilombolas do sertão do Pajeú pernambucano. É uma pesquisa qualitativa que usa dos métodos descritivo e explicativo, por meio da técnica de pesquisa de campo aplicada nas comunidades quilombolas do sertão do Pajeú pernambucano com uso dos instrumentos de coleta de dados da História Oral, através de entrevista semiestruturadas e não estruturadas gravadas em áudio e vídeo. O resultado apontou que a ancestralidade, a preservação e a territorialidade são marcas que se aprendem na comunidade por meio da memória que é perpassada pela educação não formal como instrumento de manter viva a identidade de uma comunidade. Ademais, evidencia que a educação comunitária não formal descoloniza forças conservadoras ocidentais abrindo espaço para a cultura local dos territórios quilombolas.
- ItemAnálise quali-quantitativa de microplásticos no trato gastrointestinal de Hoplias malabaricus (Bloch, 1794) no Reservatório Moxotó-submédio São Francisco–BA(Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-14) Silva, Adriana Araújo; Santos, Fátima Lúcia de Brito dos; Nogueira, Eliane Maria de Souza; Silva, Tâmara de Almeida eAtravés da ação antrópica os ambientes aquáticos estão sendo cada vez mais poluídos por detritos plásticos. Os peixes são úteis como indicadores de qualidade ambiental, uma vez ao ingerem microplásticos seu comportamento é alterado. O objetivo deste trabalho foi analisar, classificar e quantificar a presença de microplásticos no trato gastrointestinal da espécie carnívora Hoplias malabaricus, adquiridas de um pescador em nov/22, jan, mar mai, jul, set e nov/23, para desse modo se obter uma representatividade amostral com indivíduos de diferentes tamanhos; em uma área georreferenciada dentro do reservatório Moxotó. Em laboratório, os peixes foram medidos, pesados e eviscerados para a retirada do trato gastrointestinal que foi analisado sob estereomicroscópio. Para confirmação de microplástico foi utilizado peróxido de hidrogênio (H2O2) junto com sulfato ferroso (FeSO4(s)). Os microplásticos foram separados e classificados por tamanho, coloração e tipo (filamento, plástico duro e plástico mole). Realizou-se a média da concetração de microplásticos por indivíduo, o desvio padrão, a análise de variância e o teste de Tukey a 5%, sendo essas duas últimas estatísticas efetuadas no programa Sisvar 5.7. Foram analisados 70 espécimes, encontrando-se um total de 62 microplásticos, onde a maioria foi para o tipo filamento e na cor azul. Sendo importante por ser o primeiro registro de ingestão de microplástico nesse ambiente ao confirmar o consumo pela traíra, indicando poluição por partículas plásticas menores que 5mm.
- ItemAplicação de objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) em agriculturas de base ecológica - Agroecossistemas e sustentabilidadeLoiola, Marcos Victor do Carmo; Silva, Marcos Antonio Vanderlei; Cerqueira, Tiago Batista; Sousa, Valdineide Reis; Nogueira, Eliane Maria de SouzaA agenda 2030 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) contempla metas de incremento de sustentabilidade dos planos de ação do consórcio global que visam dentre outros objetivos acabar com todas as formas de fome, má-nutrição pobreza. Nesse sentido, situar a discussão acerca do reconhecimento da agricultura de base ecológica e da promoção da resiliência dos agroecossistemas faz-se importante para a garantia da sustentabilidade e da segurança alimentar da população. Assim, o presente estudo tem por objetivo identificar as contribuições das aplicações dos ODS, com utilização na agricultura e nos processos naturais, caracterizando os agroecossistemas e a sustentabilidade relacionada a ele. Para isso, realizou-se um estudo de pesquisa bibliográfica utilizando-se de consultas a trabalhos científicos disponíveis nas bases de dados científicas publicados partir de 2007 e relacionadas ao tema proposto. A partir dos resultados obtidos concluiu-se que os trabalhos selecionados apresentaram um conjunto de informações que demostram que as ações desenvolvidas pela agricultura de base ecológica e a manutenção de agroecossistemas, a partir de práticas agrícolas sustentáveis, são importantes ferramentas na preservação dos recursos naturais, que favorecem para a oferta de alimentos de qualidade, melhoria da produtividade, ampliação de recursos ecológicos, sociais e econômicos, contribuindo para a sustentabilidade agrícola e ambiental e para o alcance de agroecossistemas mais resilientes as perturbações ambientais impostas sobretudo pelas mudanças climáticas atuais e futuras.
- ItemCaracterísticas sociais, clínicas e epidemiológicas de acidentes com animais peçonhentos em Delmiro Gouveia/ AL(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-18) Correa, João Pedro Soares; Nogueira, Eliane Maria de Souza; Andrade, Wbaneide Martins de; Araújo, Alan Pedro deOs acidentes ocasionados por animais peçonhentos são considerados como um problema de saúde pública relevante, afetando países da América Latina, África, Ásia e Oceania. No Brasil, o número de acidentes vem crescendo, principalmente nas capitais, devido ao desequilíbrio ecológico gerado pelo desmatamento, pelas alterações climáticas e ao crescimento urbano desordenado. Trata-se de uma pesquisa descritiva e quantitativa acerca das características dos casos de acidentes por animais peçonhentos notificados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) que aconteceram entre janeiro de 2020 a agosto de 2024 no município de Delmiro Gouveia/ AL. Foram registrados 193 casos de acidentes por animais peçonhentos, com destaque para os anos 2020 (61 registros) e 2023 (59 registros). Houve destaque para a faixa etária de 21 a 30 anos, com 28,5% dos casos, fase em que as pessoas estão mais ativas, com realizações de trabalhos domésticos e do campo. O animal peçonhento que mais provocou acidentes são as abelhas, com 47,1% dos casos, seguido do escorpião, que corresponde a 43%, dado divergente de outros estudos do nordeste, que mostram que os escorpiões e as serpentes são os animais que mais registram casos de acidentes na região. As manifestações locais foram apresentadas por 89,6% das pessoas, mas não houve casos graves e nem óbitos. Conclui-se que promover projetos extensionistas sobre educação ambiental para a população, torna-se fundamental, pois este fator contribui na prevenção de acidentes. Defender os ambientes naturais é essencial para a preservação das espécies, que apesar de causarem acidentes, são fundamentais para o ecossistema e são necessários mais estudos locais na região, que forneçam conhecimentos específicos e especializados, a fim de contribuírem para a saúde pública municipal.
- ItemConservação dos recursos naturais(2016) Nogueira, Eliane Maria de Souza; Andrade, Maria José Gomes de; Moura, Geraldo Jorge Barbosa de; Santos, Carlos Alberto BatistaComo uma proposta inovadora, este livro reúne diferentes abordagens de informação e reflexão sobre a história, o uso de recursos naturais a partir da perspectiva da ecologia humana com interpretações de gestão socioambiental. Nomes como moringa, peixes vermelhos, SNUC e Arecaceae saem do universo do Biólogo e ganham um corpo didático e leve, ultrapassando os leitores acadêmicos, em busca daqueles coloquiais, também artífices de dinâmicas étnicas-ambientais. Tudo isto na perspectiva de afirmar o saber das populaçõ es tradicionais como pedra fundamental na conservaçã o e utilização sustentável da biodiversidade brasileira. A mesma biodiversidade que suporta e alimenta toda a nossa sociedade. Num primeiro momento, a coletânea apresenta uma revisão substancial sobre uma espécie vegetal de origem indiana totalmente adaptada ao Nordeste brasileiro: a moringa (Moringa oleifera Lam.). Desvela à sociedade seu uso transcontinental, que vai desde a medicina Ayurveda (a medicina oficial dos Hindus), até as aplicações no Brasil, como reconhecida planta medicinal, rica fonte alimentar para os humanos, forragem para os animais, uso na cosmética industrial e suas potencialidades como biocombustível e biofertilizante. Emerge no segundo capítulo uma descrição pormenorizada do olhar dos ribeirinhos das margens do rio São Francisco, sobre o seu principal recurso de existência e reprodução sociocultural e biológica. Aliado a descrições estatísticas, as quais retiram a subjetividade da interpretação apaixonada dos pesquisadores, a estrutura social e as relações travadas com o ambiente são descritas num comparativo entre Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia. A percepção dos impactos ambientais de uma amostra da população tradicional que vive numa zona de monitoramento ambiental e comportamentos conservacionistas são trazídos à tona, e revelam “a palavra vida...” como sinônimo para o rio São Francisco. O terceiro capítulo faz uma retorspectica do uso das palmeiras, as Arecaceae, na América do Sul, e nos leva a reflexões importantes, quando identifica que o uso e manejo do ouricuri, principal palmeira explorada e utilizada no Nordeste brasileiro, sustenta mais de 50% da produção extrativista, sendo ainda responsável na conservação da arara azul de lear, endêmica da região das palmeiras. Uma revisão sobre o surgimento do Sistema Estadual de Conservação da Natureza em Pernambuco, nos trás à tona a história do homem no processo de delimitação de espaços sagrados e de manutenção dos recursos da Natureza, ao mesmo tempo em que revela e destaca o árduo caminho evolutivo da história do sistema de áreas protegidas brasileiras. São estes os não menos intrigantes aspectos delineados no quarto capítulo.
- ItemCriação de uma coleção didática de galhas como ferramenta para o ensino e a divulgação científica(Universidade do Estado da Bahia, ) Oliveira, Ana Beatriz de Lima; Silva, Juliana Santos; Costa, Josaline Chaves da; Nogueira, Eliane Maria de SouzaAs coleções didáticas se destinam ao ensino, contribuindo com a teoria por meio da ilustração prática, seja por demonstrações visuais ou atividades pedagógicas conforme o tema exposto em aula. Este trabalho tem por objetivo criar uma coleção didática com plantas hospedeiras herborizadas, galhas preservadas e modelos didáticos no Laboratório de Interação Animal-Planta e Sistemática Vegetal – LIAP, Uneb, Campus VIII - Paulo Afonso, com o intuito de enriquecer as aulas de Botânica, Zoologia e Ecologia do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas a partir de uma perspectiva das interações ecológicas e promover a divulgação científica nas instituições de ensino e para o público em geral. A coleção didática foi elaborada em três etapas. A primeira, consistiu na realização de um levantamento bibliográfico entre agosto e outubro de 2024, com consultas a diferentes bancos de dados, sendo selecionados dez trabalhos científicos que serviram como base para a segunda etapa, que resultou na confecção dos materiais que conformam a coleção. Foram confeccionados 10 tipos de materiais distintos: um modelo didático em biscuit para explicar o ciclo de formação das galhas; um esquema em biscuit sobre os processos de hiperplasia e hipertrofia; uma caixa de galhas em miniaturas com Qrcode para o acesso a cartilha com imagens e identificação dos organismos envolvidos; 11 mini-exsicatas para demonstrar o órgão hospedeiro e detalhes das galhas herborizados; sete amostras de galhas preservadas em meio líquido (álcool); um card explicativo da coleção com QRcode para a versão digital; um livro de assinaturas para registro dos visitantes; uma placa com QRcode para acesso ao Instagram do Liap e uma caixa para conservação do órgão hospedeiro. Na terceira etapa, foi realizada uma exposição para alunos do Ensino Médio para avaliar a eficácia da coleção recém-montada no processo de ensino-aprendizagem e na divulgação científica. A coleção mostrou-se eficaz como ferramenta pedagógica para o ensino aprendizagem, contribuindo efetivamente na divulgação científica.
- ItemEcologia e Biodiversidade do Semiárido Nordestino(2016) Andrade, Maria José Gomes de; Nogueira, Eliane Maria de Souza; Santos, Carlos Alberto Batista dosEste trabalho apresenta a composição florística e a análise dos tipos de hábitos de um afloramento rochoso no município de Puxinanã, Paraíba, Nordeste brasileiro. Foram realizados trabalhos de campo para coletas e observações ‘in loco’ mensalmente no período de Outubro/2011 a Setembro/2012. O processo de coleta e herborização seguiu os métodos usuais em estudos florísticos. As identificações foram baseadas em literatura especializada e/ou por especialistas. Foram encontradas 123 espécies em 41 famílias, das quais Fabaceae, com 17 espécies, é a mais diversa, seguida de Convolvulaceae, Malvaceae e Asteraceae (sete cada uma); Rubiaceae (seis) e Bromeliaceae/ Euphorbiaceae/ Lamiaceae (cinco cada). As demais famílias (34) estão representadas por uma a quatro espécies. A análise dos tipos de hábitos revelou a predominância do estrato herbáceo, representando 52,3% (64 spp.) da flora registrada, seguido do estrato arbustivo, o qual corresponde a 21,13% (26 spp.), o componente arbóreo engloba 2,43% (03 spp.) e as parasitas constituem 1,62% (02 spp.) do total de espécies encontradas no afloramento estudado.
- ItemEcologia e Biodiversidade do Semiárido Nordestino - Volume II - Plâncton e Zoologia(2016) Nogueira, Eliane Maria de Souza; Santos, Carlos Alberto Batista dos; Andrade, Maria José Gomes deEste capítulo apresenta a riqueza da comunidade planctônica presente nos reservatórios das Usinas Hidrelétricas Sobradinho, Itaparica, Complexo Paulo Afonso e Xingó, no São Francisco.
- ItemO desmatamento no semiárido nordestino e o risco de desertificação: uma revisão narrativa(Universidade do Estado da Bahia, 1992-12-25) Silva, Maria Vitória de Melo; Nogueira, Eliane Maria de Souza; Vitória, Nadja Santos; Andrade, Wbaneide MartinsParte da vegetação natural do semiárido nordestino já foi degradada devido às ações antrópicas, e o desmatamento se constitui como uma das principais causas para este cenário desolador. Deste modo, o presente trabalho teve por objetivos inventariar o desmatamento e o processo de desertificação no semiárido nordestino, bem como identificar elementos ambientais relacionados com esses processos e ações mitigadoras. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva e exploratória, de abordagem qualitativa, sem necessidade de seguir protocolos padrões de revisão sistemática. Foram utilizadas as plataformas digitais com palavras chave que respondessem aos seguintes questionamentos: como está ocorrendo o desmatamento no bioma caatinga? Quais os elementos que estão nesse processo? Os resultados apontam que o desmatamento é um processo histórico cujas práticas são oriundas da ação antrópica e que trazem sérias implicações, tais como: empobrecimento do solo, êxodo rural, diminuição da biodiversidade, elevação da temperatura global, extinção de animais e plantas, redução da umidade do ar, desertificação, entre outros. Logo, ações voltadas para a redução do desmatamento na região e ao diagnóstico do avanço da desertificação, bem como desenvolvimento de medidas mitigadoras são indispensáveis, sendo extremamente necessário o empenho das instituições civis, privadas e dos centros de pesquisas, universidades para desenvolver e aprimorar estudos e ações que apresentem a real situação das áreas.
- ItemO desmatamento no semiárido nordestino e o risco de desertificação: uma revisão narrativa(Universidade do Estado da Bahia, 2023-12-15) Silva, Maria Vitória de Melo; Nogueira, Eliane Maria de Souza; Vitória, Nadja Santos; Andrade, Wbaneide Martins deParte da vegetação natural do semiárido nordestino já foi degradada devido às ações antrópicas, e o desmatamento se constitui como uma das principais causas para este cenário desolador. Deste modo, o presente trabalho teve por objetivos inventariar o desmatamento e o processo de desertificação no semiárido nordestino, bem como identificar elementos ambientais relacionados com esses processos e ações mitigadoras. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva e exploratória, de abordagem qualitativa, sem necessidade de seguir protocolos padrões de revisão sistemática. Foram utilizadas as plataformas digitais com palavras chave que respondessem aos seguintes questionamentos: como está ocorrendo o desmatamento no bioma caatinga? Quais os elementos que estão nesse processo? Os resultados apontam que o desmatamento é um processo histórico cujas práticas são oriundas da ação antrópica e que trazem sérias implicações, tais como: empobrecimento do solo, êxodo rural, diminuição da biodiversidade, elevação da temperatura global, extinção de animais e plantas, redução da umidade do ar, desertificação, entre outros. Logo, ações voltadas para a redução do desmatamento na região e ao diagnóstico do avanço da desertificação, bem como desenvolvimento de medidas mitigadoras são indispensáveis, sendo extremamente necessário o empenho das instituições civis, privadas e dos centros de pesquisas, universidades para desenvolver e aprimorar estudos e ações que apresentem a real situação das áreas.
- ItemOs saberes populares no viés da Ecologia Humana(2016) Nogueira, Eliane Maria de Souza; Andrade, Maria José Gomes de; Andrade, Wbaneide Martins de; Santos, Carlos Alberto BatistaO semiárido Nordestino é descrito na literatura científica como uma área de clima seco e quente com temperaturas predominantemente altas e solos pouco desenvolvidos em função das condições de escassez das chuvas, e pela ocorrência da vegetação de Caatinga. A Caatinga por sua vez é descrita como um mosaico de arbustos espinhosos e floresta sazonal seca, compondo um ecossistema pobre em espécies e endemismos. Ainda na literatura, encontramos que essa região sofre com secas severas periódicas, que tornam a vida na Caatinga difícil para as populações humanas residentes e determinam mudanças adaptativas na biota da região. De fato, não se podem contestar dados morfo-climáticos, no entanto, os estudos mais recentes tem demonstrado a importância da Caatinga para a conservação da biodiversidade no Brasil, apresentando uma imensa riqueza vegetal e animal já catalogada, além de altos números de endemismo entre os vegetais e alguns grupos animais. As comunidades e povos tradicionais que ai residem, desenvolveram técnicas de adaptação e manejo às condições ambientais da região, construindo um imenso conhecimento dos recursos naturais locais, desenvolvendo diversas interações ao longo do tempo com animais e plantas, expressas nas crenças e atitudes com os outros seres da natureza, construindo um modo de vida peculiar e uma diversidade cultural ímpar. As relações que derivam dessas interações estão presentes em diversas expressões culturais dessas sociedades e se perpetuaram no imaginário coletivo, sendo transmitidas através da oralidade de geração a geração. Esta obra que agora apresentamos a você, caro leitor, atesta esses dados, através dos trabalhos aqui descritos. Partindo dos conceitos da Ecologia Humana, apresentamos as “gentes” desse sertão, a resistência da cultura desses povos em meio a diversidades sociais e religiosas, e uma pequena amostra das interações do homem com os animais locais, expressas em grandes cancioneiros nordestinos. Dessa forma esta obra vem contribuir sobremaneira para a valorização da diversidade biocultural presente no semiárido nordestino, fornecendo subsídios para Ecólogos Humanos, Etnobiólogos, Antropólogos, Etnoecólogos, Cientistas Ambientais, entre outros profissionais, convidando-os a conhecerem e saborearem desses saberes e fazeres do povo sertanejo.
- ItemTerminologia em galhas: elaboração de um glossário para cecidólogos em formação(Universidade do Estado da Bahia, 2023-12-04) Braz, Saynara Viane Batista; Silva, Juliana Santos; Costa, Josaline Chaves da; Nogueira, Eliane Maria de SouzaGalhas ou cecídeas são estruturas de crescimento anormal no órgão do vegetal em resposta causada por algum organismo. O estudo de galhas (Cecidologia) exige informações de algumas áreas da biologia para a compreensão do funcionamento de um sistema galhador-planta hospedeira e envolve o uso de muitos termos exigindo o domínio de conceitos básicos e de conhecimento prévio dessas áreas e da Cecidologia, sendo um desafio para os cecidólogos em formação e para o público em geral. Esse trabalho objetivou elaborar um glossário, contendo termos e definições claras para servir como um guia de referência acessível a não especialistas e a iniciantes na área, visando ajudar a tornar a literatura da Cecidologia mais acessível. Os termos associados as galhas foram verificados através de consultas ao Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as bases de dados do ProQuest, SciELO, Scopus, SPELL e Springer Science, bem como Google Scholar, durante o período de novembro de 2022 a novembro de 2023, usando descritores associados a temática galhas. Os termos foram selecionados de 105 periódicos, livros e artigos científicos, sendo organizados em ordem alfabética, contendo as definições e ilustrações e/ou imagens sempre que necessário. Foram registrados 147 termos, citados com muita ou pouca frequência, sendo 67 vocábulos exclusivamente para o estudo das galhas e 80 expressões utilizadas na área da Botânica, Zoologia e Ecologia. São poucos trabalhos científicos que citam os conceitos com suas definições, apenas dão ênfase a morfologia da galha acompanhados do seu significado. Portanto, esta ferramenta ajudará na compreensão termos, possibilitando facilidade no entendimento e poderá diminuir o índice de abandono dos cecidólogos em formação dos seus estágios de Iniciação Científica.
- ItemUtilização terapêutica da Cannabis no tratamento da Epilepsia(Universidade do Estado da Bahia, 2024-09-16) Leite, Maria Beatriz Cruz Marquim; Santos, Edilson Alves; Nogueira, Eliane Maria de Souza; Nunes, Erika dos SantosA epilepsia é caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas não provocadas. Os tratamentos convencionais, embora aumentados em variedade nos últimos 20 anos, ainda são insuficientes para pacientes com epilepsia refratária. O canabidiol (CBD), um composto não psicoativo da cannabis sativa L., tem ganhado destaque como uma alternativa promissora para esses casos, podendo reduzir a frequência e severidade das crises epilépticas. Este trabalho utilizou uma revisão abrangente da literatura existente para avaliar o potencial do CBD como alternativa aos tratamentos convencionais para epilepsia refratária. A análise focou nos mecanismos de ação do CBD, eficácia na redução das crises, comparação com tratamentos farmacológicos atuais, e diretrizes para administração segura. Os estudos indicam que o CBD pode influenciar a atividade elétrica cerebral, modulando-a de forma a reduzir a frequência e intensidade das crises epilépticas, especialmente em casos refratários. Comparado aos tratamentos convencionais, o CBD apresenta um perfil de segurança mais promissor e menos efeitos colaterais, sendo uma opção complementar eficaz. O CBD surge como uma alternativa viável e promissora para o tratamento de epilepsia refratária, com potencial para preencher as lacunas deixadas pelos medicamentos tradicionais. É essencial que o uso do CBD seja supervisionado por profissionais de saúde para garantir segurança e eficácia no manejo da epilepsia.