Navegando por Autor "Nascimento, Viviany Teixeira do"
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- ItemAnálise da influência dos visitantes florais na cultura do feijoeiro (Phaseolus Vulgaris l.) Sob manejo convencional próximo e distante da vegetação nativa no município de Riachão das Neves-BA.(Universidade do Estado da Bahia, 2024-11-18) Lima, Ana Paula dos Santos; Assis, Greice Ayra Franco; Nascimento, Viviany Teixeira do; Oliveira, Fábio deA polinização por visitantes florais possui um forte indicativo no aumento da produtividade agrícola, como é o caso da leguminosa, Phaseolus vulgaris L., cultivada em áreas de Cerrado no oeste da Bahia. Apesar disso, o uso de polinizadores na cultura do feijão é pouco explorado. Com isso, o objetivo da pesquisa foi estudar, comparativamente, a riqueza de visitantes florais (polinizadores e não polinizadores) e seus efeitos na reprodução e, consequentemente, na produtividade da cultura do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.), sob o manejo convencional próximo e distante da vegetação nativa de Cerrado. O experimento foi realizado de agosto de 2022 a julho de 2023 na Fazenda Experimental Olindina Batista, no município de Riachão das Neves-BA, com o cultivo de feijão-comum carioca em duas áreas, uma antropizada (distante da vegetação nativa de Cerrado) e outra próxima a vegetação nativa. Para tal, foi estudado a biologia floral, onde realizou-se a avaliação da antese, receptividade do estigma e viabilidade polínica. Para análise reprodutiva, aplicou-se os tratamentos de Autopolinização Espontânea (AE), Polinização Cruzada Manual (PCM) e Polinização Aberta (PA), além da observação e captura de visitantes florais. Os resultados obtidos para biologia floral de P. vulgaris, mostraram que o estigma das flores esteve receptivo durante todo o período de observação (7h às 17h) e o pólen apresentou viabilidade de 70% na área antropizada e 71% na área próxima à vegetação nativa. Quanto a produtividade, esta foi maior nos tratamentos de PCM nas duas áreas. Em relação aos visitantes florais, polinizadores legítimos em ambas as áreas foram em sua maioria de abelhas (Hymenoptera), que é a grande responsável pela polinização do feijoeiro comum.
- ItemEtnobotânica na escola: despertando o interesse e a apreciação dos estudantes pelas aulas de botânica(2021-06-18) Schneider, Mércia Rufino da Silva; Silva, Núbia da; Nascimento, Viviany Teixeira do; Oliveira, Danielle Lima deConforme os estudos sobre o ensino de Botânica nas escolas, serem vistos como uma disciplina complexa, possuindo um extenso repertório de termos científicos, ocasionando assim a falta de interesse dos alunos sobre o tema, a Etnobotanica surge como uma alternativa para despertar o interesse dos alunos pela disciplina ao valorizar os saberes populares. O presente trabalho objetivou conhecer os saberes etnobotânicos dos alunos de uma turma do 7º ano do ensino fundamental de uma escola pública da zona rural do município de Barreiras-BA, com a finalidade de agregá-los ao ensino de ciências e facilitar o ensino-aprendizagem. Para identificar e registrar esses saberes foram realizados debates, aplicação da técnica de lista livre, desenhos como forma de expressão visual do conhecimento, questionário, além da ministração de aulas expositivas e de aula prática realizadas de forma remota devido à pandemia da Covid19. Os resultados mostraram uma riqueza de conhecimento sobre plantas, foram 43 espécies listadas e 24 desenhos, as mais citadas foram a Mangifera indica L. (manga), Psidium guajava L. (goiaba) e Passiflora edulis Sims. (maracujá). Ao aliar a abordagem etnobotânica e a linguagem dos desenhos ao ensino de ciências foi possível atestar que quando a bagagem de conhecimento que o aluno leva para a escola é valorizada ele tem mais interesse em aprender e isso facilita o ensino-aprendizagem de botânica, colaborando também para a manutenção e perpetuação do conhecimento biológico tradicional e, consequentemente, a preservação ambiental.
- ItemFenologia e polinização em áreas urbanas: Um estudo sobre Tabebuia rosea (BERTOL.) BERTERO EX A.DC. (Bignoniaceae) no município de Barreiras, Bahia, Brasil(Universidade do Estado da Bahia, 2023-11-21) Santos, Khatrinne Ana de Souza; Nascimento, Viviany Teixeira do; Franco-Assis, Greice Ayra; Batista, Aline Alves de MeloTabebuia rosea (BERTOL.) BERTERO EX A.DC. é uma árvore exótica da família Bignoniaceae originária de El Salvador que é amplamente utilizada na arborização urbana pela beleza das flores cor de rosa que são um atrativo para diversos polinizadores. Contudo, estudos relacionados a ecologia da polinização da espécie são praticamente escassos. Diante disso, o objetivo desse estudo foi investigar o período de floração, a biologia floral, o sistema reprodutivo e os visitantes florais de T. rosea inseridas em uma área urbana do município de Barreiras-BA. O estudo foi realizado nos jardins da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus IX, no período de maio de 2022 a setembro de 2023. Para o estudo fenológico foram analisadas as fenofases de floração e frutificação em seis indivíduos quinzenalmente. A biologia floral foi observada através da receptividade estigmática e da viabilidade polínica. O sistema reprodutivo foi analisado através de tratamentos de polinização aberta, polinização cruzada manual, autopolinização espontânea e autopolinização manual, além da verificação da eficácia reprodutiva e da limitação polínica. Os visitantes florais foram observados durante 50 horas diurnas das 07:00 às 17:00 horas e classificados de acordo o comportamento da visita em legítimos e ilegítimos, além das sub classificações de ocasional, predador e visitante. Tabebuia rosea é uma planta anual, de alta sincronia e de floração breve sincronizadas com a estação seca florescendo nos meses de julho a setembro. A frutificação ocorre de agosto a setembro, também sincronizada com a estação seca, tendo os frutos amadurecidos na estação chuvosa. Na biologia floral a abertura das flores ocorre das 7:00 h às 16:00 h, já com o estigma receptivo e alta viabilidade polínica 95,70%. Já o sistema reprodutivo aponta a espécie como auto incompatível, visto que nos tratamentos de autopolinização cruzada manual e espontânea não apresentou frutos, enquanto nos tratamentos de polinização cruzada apresentou 10,65% da produção de frutos e apenas 3,89% de frutos na polinização aberta. Os visitantes em sua grande maioria são abelhas da família Apidae, com destaque para a abelhas do gênero Centris, além disso tem pilhadores como abelhas do gênero Trigona e aves, e ainda predadores como pássaros. Finalmente, Tabebuia rosea é uma planta exótica e auto incompatível que na área estudada já está servindo como recurso para a fauna local, mas a transferência de pólen feita por eles tem resultado numa baixa formação de frutos. Mesmo ainda não produzindo frutos em seu máximo potencial, acreditamos que por T. rosea tratar-se de uma espécie introduzida possa representar uma ameaça a outras Bignoniaceae nativas. Ainda, estudos sobre a biologia floral e reprodutiva de mais espécies exóticas como T. rosea são necessários, a fim de averiguar as respostas destas espécies aos novos ambientes e entender melhor como elas podem afetar as espécies nativas.
- ItemFenologia reprodutiva de uma comunidade vegetal na Serra do Mimo, Barreiras, Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-19) Araújo, Thifanny Pereira de; Nascimento, Viviany Teixeira do; Costa, Cristiana Barros Nascimento; Costa, Jorge Antonio SilvaO Cerrado é um hotspot de biodiversidade que enfrenta uma crescente supressão da sua vegetação devido ao agronegócio e ao crescimento urbano. Pesquisas de fenologia vegetal são escassas, apesar de serem importantes para a conservação da biodiversidade, considerando que, quando realizadas em nível de comunidade, fornecem dados sobre a sua estrutura e organização. O município de Barreiras-BA enfrenta o avanço imobiliário sobre as suas encostas, além de integrar o MATOPIBA (acrônimo da região composta pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde há grande expansão agrícola) e estar inserido no norte do Cerrado brasileiro, uma região com uma alta taxa de desmatamento e, consequentemente, perda de biodiversidade. Este estudo teve o objetivo de registrar as fenofases reprodutivas de espécies de angiospermas da Serra do Mimo. Os dados fenológicos foram coletados a partir de observações diretas e visitas quinzenais durante um ano. Os registros das fenofases reprodutivas foram feitos utilizando o percentual de intensidade de Fournier. Para cada espécie utilizou-se da classificação de Newstrom, Frankie e Baker para definir os padrões de floração e frutificação. Foram registradas 94 espécies em floração e 73 espécies em frutificação, em sua maioria da família Fabaceae (23,4% e 27,4%, respectivamente). Das espécies, 62,5% eram arbóreas e arbustivas. Ao longo de todo ano há espécies em fenofases reprodutivas, mas com uma maior concentração na estação seca. O padrão anual foi o mais frequente para ambas floração e frutificação. Os resultados encontrados foram semelhantes a outros estudos em áreas de Cerrado, sendo este o primeiro estudo fenológico a nível de comunidade na Serra do Mimo. Pesquisas fenológicas complementares podem verificar variações nos eventos fenológicos a partir da comparação dos dados registrados.
- ItemInfluência da fermentação por diferentes fermentos naturais e fermento biológico nas características físicas de pães de leite: Uma abordagem biológica.(Universidade do Estado da Bahia, 2024-06-05) Anjos, Bruno de Jesus dos; Guimarães, Sandra Eliza; Stefanelo, Daniela Rossato; Nascimento, Viviany Teixeira doEste estudo objetivou analisar de forma abrangente e comparativa as influências das fermentações por diferentes substratos naturais, como suco de abacaxi e iogurte, nas propriedades físicas dos pães de leite, visando compreender os efeitos desses processos nas análises físicas de pães de leite. Para isso foram feitos fermentos naturais nas formulas farinha de trigo comum com iogurte natural, farinha de trigo integral com iogurte natural, farinha de trigo comum com suco de abacaxi e farinha de trigo integral com suco de abacaxi. Essas formulações foram misturadas em seus respectivos potes com adição do primeiro ao quarto dia, ouve um descanso no quinto dia, sexto dia ouve a adição de novos potes (com eles adição de água e farinha) e no sétimo dia ouve adição de mais água e farinha aos 8 potes. No decorrer destes dias estes foram colocados na estufa a 25°C após a adição e mistura. Exceto no sexto em que metade dos potes foram colocados em uma geladeira a 8°C enquanto a outra metade foi colocada na estufa a 25°C. Assim como no sétimo dia que ouve a inversão destes, ou seja, os que estavam na estufa roam para a geladeira e da geladeira para a estufa. Com os fermentos naturais prontos, estes foram levados a uma panificadora local, onde os ingredientes foram medidos, adicionados e misturados na elaboração dos pães de leite. Antes do cozimento o volume da massa crua foi medido, assim como a massa. Em seguida ouve a cocção e após esta foram medidos o volume da massa cozida e massa. O coeficiente de expansão, volume específico, densidade aparente, análise colorimétrica e espessura da crosta, foi calculado. Os resultados obtidos apresentaram que os fermentos naturais com farinha de trigo integral e suco de abacaxi tiveram alto coeficiente de expansão. O grupo com fermento biológico teve maior expansão, volume específico e densidade aparente. A cor mais escura indicou maior assamento no grupo com fermento biológico, enquanto a espessura foi maior nas massas com fermento natural de trigo integral. Assim sendo os métodos comerciais podem ser mais eficazes para produzir pães com maior volume e densidade, enquanto os fermentos naturais podem ser mais adequados para pães mais leves. Esses resultados podem ser utilizados para produtos de panificação de melhor qualidade e uma maior variedade de opções para os consumidores. Assim como a academia pode desenvolver novas abordagens que levem em consideração as complexas interações entre microrganismos na tecnologia da panificação.
- ItemPerfil de consumidores de plantas medicinais na comunidade de Carvalho, São Desidério - Bahia(Universidade do Estado da Bahia , 2023-11-23) Souza, Mayara Santos; Brito, Camilla de Carvalho; Nascimento, Viviany Teixeira do; Stefanelo, Daniela RossatoAs plantas medicinais estão cada vez ganhando destaque no cenário nacional, despertando o interesse da comunidade científica em relação aos seus princípios ativos e propriedades farmacológicas. Os termos "plantas medicinais", "fitoterápicos" e "fármacos" também estão cada vez mais presentes nos meios de comunicação, evidenciando uma maior visibilidade para o tema. Esse interesse despertou a atenção tanto da sociedade, que procura opções de tratamento natural, quanto da comunidade científica, que direciona seu foco para o reino vegetal em busca de medicamentos com impactos colaterais reduzidos. O objetivo do nosso estudo foi realizar um levantamento das espécies medicinais utilizadas pela comunidade de Carvalho, São Desidério, Bahia. Para isso, adotamos uma abordagem metodológica baseada em entrevistas semi-estruturadas, explorando questões relacionadas à importância, formas de utilização e plantas empregadas pelos moradores. Como resultado, identificamos 48 espécies de plantas medicinais utilizadas pelos habitantes, pertencentes a 24 famílias botânicas, incluindo tanto espécies nativas quanto exóticas. Dentre elas, destacam-se plantas amplamente reconhecidas, como hortelã grosso (Plectrantus amboinicus ), hortelã miúdo (Mentha spp.), mastruz (Dysphania ambrosioides), alecrim (Rosmarinus officinalis), entre outras. Essas plantas são frequentemente empregadas no tratamento de diversas doenças, como desconfortos intestinais, dores de cabeça, gastrite e pressão alta. Observamos que na omunidade de Carvalho, o uso de plantas medicinais é uma prática comum. Os moradores preferem essas plantas para tratar doenças leves, em vez de procurarem atendimento em postos de saúde. Esse conhecimento medicinal é transmitido de geração em geração, permanecendo vivo na comunidade até os dias atuais.
- ItemReestruturação do Herbário da Universidade do Estado da Bahia (HUNEB) Campus IX – Barreiras - BA: analise da família Fabaceae no Oeste Baiano(Universidade do Estado da Bahia, 2024-07-05) Souza, Enizete do Santos; Nascimento, Viviany Teixeira do; Coelho, Alexa Araujo de Oliveira Paes; Rando, Juliana GastaldelloO Herbário HUNEB localizado no Campus IX da Universidade do Estado da Bahia conta atualmente com 1530 exsicatas, sendo a família Fabaceae a de maior relevância. O acervo que conserva importante amostra da flora dessa família na região Oeste do estado, encontrava-se com baixa manutenção há cerca de dez anos, o que estava colocando em risco toda a coleção. Diante do exposto, o trabalho teve como objetivo restaurar e reorganizar a coleção biológica do Herbário da Universidade do Estado da Bahia (HUNEB) – Campus IX com ênfase nas espécies da família Fabaceae que fazem parte do acervo. O trabalho teve 3 etapas: 1- recuperação, limpeza e reorganização de todas as exsicatas da coleção; 2- inserção das informações presentes nas etiquetas de cada espécime em uma planilha do Microsoft Excel® e 3- correção e atualização da grafia dos nomes científicos da família Fabaceae de acordo com o Flora e Funga do Brasil (https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/). A análise da coleção mostrou que as famílias mais representativas foram Fabaceae, Malvaceae e Malpighiaceae, respectivamente com 277, 106 e 88 exsicatas. Foram encontradas 250 exsicatas da família Fabaceae tombadas diretamente no HUNEB, 5 delas foram descartadas devido a suas péssimas condições, restando 245 que foram coletadas em 8 municípios da Bahia, 98,8% na região Oeste, sendo Barreiras o município mais representativo, com 212 exsicatas, seguido por Formosa do Rio Preto com 11 e Riachão das Neves com 10. Inicialmente, do total de exsicatas de Fabaceae tombadas diretamente no HUNEB, 104 (42%) foram identificadas em nível de espécie, compreendendo 60 espécies de Fabaceae pertencentes a 31 gêneros, porém após consulta ao site da Flora e Funga do Brasil, esse número foi atualizado para 59 espécies e 34 gêneros. Os principais gêneros foram Mimosa, Senna e Chamaecrista, respectivamente com 28, 22 e 13 exsicatas. Das espécies identificadas, 13 tiveram alterações nomenclaturais. As espécies com maior número de exsicatas foram: Anadenanthera colubrina e Tamarindus indica (6 exsicatas, cada uma) e Calliandra dysantha e Pterodon emarginatus (5 exsicatas, cada uma). Destas, apenas Tamarindus indica não é nativa. Cerca de 13,6% das espécies identificadas são exóticas e 86,4% nativas. O herbário mostrou ser um importante acervo da família Fabaceae sobretudo com ênfase no município em que está inserido. Além disso, a coleção é de suma importância para a comunidade de estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da instituição, devendo ser, portanto, preservada. O processo de restauração e organização do acervo do herbário HUNEB revelou a necessidade de investimentos em recursos financeiros e humanos para a manutenção da coleção
- ItemReestruturação do Herbário da Universidade do Estado da Bahia(HUNEB) campus IX – Barreiras - BA: análise da família Fabaceae no Oeste Baiano(Universidade do Estado da Bahia, 2024-07-05) Souza, Enizete dos Santos; Nascimento, Viviany Teixeira do; Coelho, Alexa Araujo de Oliveira Paes; Rando, Juliana GastaldelloO Herbário HUNEB localizado no Campus IX da Universidade do Estado da Bahia conta atualmente com 1530 exsicatas, sendo a família Fabaceae a de maior relevância. O acervo que conserva importante amostra da flora dessa família na região Oeste do estado, encontrava-se com baixa manutenção há cerca de dez anos, o que estava colocando em risco toda a coleção. Diante do exposto, o trabalho teve como objetivo restaurar e reorganizar a coleção biológica do Herbário da Universidade do Estado da Bahia (HUNEB) – Campus IX com ênfase nas espécies da família Fabaceae que fazem parte do acervo. O trabalho teve 3 etapas: 1- recuperação, limpeza e reorganização de todas as exsicatas da coleção; 2- inserção das informações presentes nas etiquetas de cada espécime em uma planilha do Microsoft Excel® e 3- correção e atualização da grafia dos nomes científicos da família Fabaceae de acordo com o Flora e Funga do Brasil (https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/). A análise da coleção mostrou que as famílias mais representativas foram Fabaceae, Malvaceae e Malpighiaceae, respectivamente com 277, 106 e 88 exsicatas. Foram encontradas 250 exsicatas da família Fabaceae tombadas diretamente no HUNEB, 5 delas foram descartadas devido a suas péssimas condições, restando 245 que foram coletadas em 8 municípios da Bahia, 98,8% na região Oeste, sendo Barreiras o município mais representativo, com 212 exsicatas, seguido por Formosa do Rio Preto com 11 e Riachão das Neves com 10. Inicialmente, do total de exsicatas de Fabaceae tombadas diretamente no HUNEB, 104 (42%) foram identificadas em nível de espécie, compreendendo 60 espécies de Fabaceae pertencentes a 31 gêneros, porém após consulta ao site da Flora e Funga do Brasil, esse número foi atualizado para 59 espécies e 34 gêneros. Os principais gêneros foram Mimosa, Senna e Chamaecrista, respectivamente com 28, 22 e 13 exsicatas. Das espécies identificadas, 13 tiveram alterações nomenclaturais. As espécies com maior número de exsicatas foram: Anadenanthera colubrina e Tamarindus indica (6 exsicatas, cada uma) e Calliandra dysantha e Pterodon emarginatus (5 exsicatas, cada uma). Destas, apenas Tamarindus indica não é nativa. Cerca de 13,6% das espécies identificadas são exóticas e 86,4% nativas. O herbário mostrou ser um importante acervo da família Fabaceae sobretudo com ênfase no município em que está inserido. Além disso, a coleção é de suma importância para a comunidade de estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da instituição, devendo ser, portanto, preservada. O processo de restauração e organização do acervo do herbário HUNEB revelou a necessidade de investimentos em recursos financeiros e humanos para a manutenção da coleção.
- ItemVisitantes florais da cultura do feijoeiro(2022-12-22) Lira, Francielle Milton; Nascimento, Viviany Teixeira do; Franco-Assis, Greice Ayra; Stefanelo, Daniela RossatoA cultura do feijoeiro é uma das mais importantes para a população brasileira. Apesar de ser uma cultura que se reproduz por autogamia, as abelhas podem ser consideradas importantes agentes polinizadores. O resultado dessa interação é a produção de maior quantidade de vagens e sementes se comparada a produção por autopolinização. Este trabalho, de cunho bibliográfico, teve por objetivo apontar os visitantes florais conhecidos na literatura para a cultura do feijoeiro e discutir o papel das espécies na produção das sementes. O levantamento da literatura foi efetuado em duas diferentes bases de dados, sendo: 1- Google Acadêmico e 2- Scielo, sem restrição as datas de publicação. Durante as pesquisas foram encontrados 19 trabalhos, envolvendo cinco espécies de feijão distribuídas por seis países. O Brasil alcançou 47.36 % dos trabalhos desenvolvidos entre os anos de 1966 e 2021, sendo a região de Minas Gerais a mais efetiva na realização das pesquisas. As espécies Phaseolus vulgaris (52,63%), Phaseolus coccineus (21,05%) e Vicia faba (21,05%) se destacaram ocorrendo em um maior número de trabalhos. Quanto aos visitantes florais mais comumente identificados nos feijoeiros foram as abelhas, tendo sido registradas um total de 57 espécies, sendo as mais comuns Apis mellifera (52,63%), Bombus agrorum (21,05%) e Bombus morio (15,78%). O Brasil foi o país de maior destaque entre os trabalhos. P. vulgaris destacou-se entre as espécies estudadas o que deve estar ligado a importância dessa leguminosa na alimentação. Apis melifera foi o visitante que mais se destacou, provavelmente por ser uma espécie generalista e bastante eficiente na extração de recursos.