Navegando por Autor "Ferreira, Joelma Gomes"
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- ItemDinâmica da feira livre de Simões Filho e o circuito inferior da economia urbana(Universidade do Estado da Bahia, 2017-11-29) Ferreira, Joelma Gomes; Coelho Neto, Agripino Souza; Machado, Jessé Anderson Pinto; Oliveira, Anderson Gomes deA feira livre é identificada como elemento importante para estrutura social no meio urbano, pois é formada por uma dinâmica especifica de ocupação ou apropriação do espaço e constitui um fenômeno econômico, político, social e cultural. Na maioria das cidades considera-se que a feira é o principal centro de abastecimento alimentar e exerce papel fundamental para o desenvolvimento de importantes funções comerciais. Em Simões Filho ela acontece no mercado municipal, mas anteriormente ocupou dois espaços diferentes: primeiro, a Praça Noêmia Meirelles (antiga praça da bandeira; segundo, a Praça da Bíblia. Em ambos provocou mudanças na organização socioespacial da sede do município. Este trabalho acadêmico analisa a feira livre que ocorre neste município integrante da Região Metropolitana de Salvador (RMS) quanto à influência que exerce na dinâmica do espaço urbano, como atividade econômica inserida no circuito inferior da economia. A teoria central desta pesquisa é a economia urbana: que é constituída por dois circuitos: Circuito Superior, em que prevalecem as grandes empresas e a modernização tecnológica e o Circuito Inferior, formado por atividades de pequena dimensão e interessado às populações pobres. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter participante, cuja estrutura analítica foi subsidiada por levantamentos bibliográfico e etnográfico
- Item“VEM FREGUÊS!”: Lugares, contextos e relações identitárias na feira livre de Santo Amaro – Recôncavo Baiano(2021-06-21) Ferreira, Joelma Gomes; Portugal, Jussara Fraga; Coelho Neto, Agripino Souza; Porto, Gil Carlos SilveiraEsta pesquisa, de abordagem qualitativa, inscreve-se no âmbito dos métodos (auto)biográfico e fenomenológico, inspirada na abordagem da Geografia Cultural. Toma-se como a principal fonte de recolha de dados as narrativas das histórias de vida dos sujeitos que desenvolvem a atividade de feirante na feira livre de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, e entrelaçada às atividades da mariscagem, pesca artesanal e da agricultura. Neste sentido, parte-se da seguinte questão norteadora: Quais saberes guardam os sujeitos feirantes que vivenciam relações identitárias na feira livre de Santo Amaro no Recôncavo Baiano? Intentou-se compreender como a feira livre de Santo Amaro se inscreve no cenário composto por diversas identidades, a partir das práticas culturais e relações identitárias narradas por quatro sujeitos que vivenciam, cotidianamente, esse contexto. Dos colaboradores desta pesquisa, dois são oriundos das comunidades que são reconhecidas como comunidades tradicionais remanescentes de quilombos – a saber: Acupe e São Braz –, e os dois são moradores do bairro da Pedra na cidade de Santo Amaro. O recorte teórico construído teve como base as contribuições dos estudos da Geografia Humanista, ancorado no método fenomenológico – o lugar e as suas aplicações – e abordagens da Geografia Cultural, uma vez que esta representa o sistema simbólico, o mesmo composto pela materialidade e imaterialidade culturais, que reverberam saberes e práticas culturais tradicionais. Nesta perspectiva, os dispositivos – observação e entrevista narrativa individual – foram as técnicas utilizadas para conhecer o objeto de estudo e apreender as concepções dos quatro sujeitos colaboradores e as suas relações identitárias. Conforme as narrativas dos feirantes, a feira livre de Santo Amaro, apresenta-se como lugar polissêmico, enquanto espaço livre, popular, herdado, social, cultural e educativo, que possibilita a construção e socialização de saberes e a emersão de conhecimentos diversos e é também concebida como um lugar constituído e construído por pessoas negras. Seu contexto é composto por elementos identitários, crenças, dialetos, memórias, vivências, relações de pertencimento, de afetividade e de experiências visibilizadas pelas práticas (saberes-fazeres) baseadas na coletividade e nos saberes tradicionais dos sujeitos que fazem a feira acontecer cotidianamente.