Navegando por Autor "Farias , Sara Oliveira"
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- ItemCajazeiras, capital com jeito de interior”: segregação urbana e invenção de um bairro-cidade em Salvador-Ba (1975-1995)(Universidade do Estado da Bahia, 2023-05-03) Santos, Vitor Rangel Souza dos; Farias , Sara Oliveira; Brum, Mario Sergio Agnácio; Santos, Ana Maria Carvalho dosNesta pesquisa analisamos o processo de construção do discurso de que o Complexo Habitacional Cajazeiras é uma "cidade" dentro da cidade de Salvador. Nesse sentido, vamos observar as memórias tecidas sobre a região desde o crescimento da urbanização em Águas Claras, decorrente das políticas públicas do Banco Nacional da Habitação (BNH) na Bahia em fins de 1970. A partir de relatos orais, documentos oficiais e recortes de jornal sobre o Projeto Cajazeira investigamos a institucionalização da segregação urbana por raça e classe em Salvador na década de 1980, evidenciada nos dados e na exclusão enfrentada pelas pessoas negras e/ou pobres no cotidiano. Entretanto, apesar de todo o distanciamento enfrentado, seus habitantes constroem táticas coletivamente e, aproveitando-se das brechas na vigilância, conseguem reapropriar espaços e lutar pelos direitos básicos que conferem o acesso à cidadania
- ItemNarrativas de fé e outras histórias dos Batistas em Serrolândia(Universidade do Estado da Bahia, 2012-08-02) Rios Júnior, Jairo Soares; Farias , Sara Oliveira; Silva, Elizete da; Severs , Suzana Maria de Sousa SantosEste trabalho analisa narrativas de batistas e católicos de Serrolândia diante da chegada da Denominação Batista na localidade e das tensões que se desenrolaram a partir disto entre as décadas de 1950 e 1980. O estudo e a contextualização dos discursos sobre a ideia de “vida mundana” dos primeiros protestantes da cidade deram sentido à construção do enredo sobre as divergências entre os que eram católicos e os que se converteram à Denominação. “Ser do mundo” significava viver fora das doutrinas pregadas pelo grupo religioso batista. O trajeto para transmutar-se em “ex-mundano” seguia passos que iam do arrependimento dos pecados, passando pela conversão, doutrinamento, teste de fé – com a Confissão de Fé - e, finalmente, o batismo. Esta ordenança dava credibilidade ao neófito em relação à salvação. O indivíduo tornava-se, então, não apenas membro da Denominação Batista, mas também um servo de Cristo que aguardava o esperado e garantido encontro com o Senhor. Esses protestantes assumiam comportamentos diferenciados do restante da população serrolandense e delimitavam espaços de convivência para fugirem do que consideravam ultrajante à sua doutrina. Assim, tensões com o oponente católico configuraram-se nas narrações, que produziram discursos de conflitos em nome de poder e espaço até fins dos anos de 1970, quando Serrolândia passou a receber outras Denominações protestantes e alguns membros batistas ganharam respeitabilidade pela posição econômica que tinham