Navegando por Autor "Correa, Priscila Gomes"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de Ordenação
- Item“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”: o impacto do trio elétrico no carnaval soteropolitano (1951-1975).(Universidade do Estado da Bahia, 2015-11-30) Quintino, Rosimario de Aragão; Correa, Priscila Gomes; Moura, Milton de Araújo; Filho, Raphael Rodrigues VieiraO presente trabalho tem como objetivo analisar o surgimento e o processo de consolidação do trio elétrico no carnaval soteropolitano entre os anos 1951-1975. O carnaval em Salvador ao longo do tempo se configurou como um espaço marcado pelas constantes disputas por participação social, e o trio elétrico surge nessa festa em um momento de acirramento dessas disputas. Motivado pelo desfile do clube carnavalesco pernambucano, Vassourinhas, nas ruas da capital baiana no início da década de 1950, o trio elétrico possui duas datas para sua primeira apresentação no carnaval soteropolitano e teve uma participação ativa no processo de reconfiguração do modelo festivo por qual passou o carnaval em Salvador entre os anos 50 e 70 do século XX. Este trabalho “conta” uma história do trio elétrico no carnaval soteropolitano nos 25 anos iniciais de participação do mesmo nessa festa, a partir das narrativas de jornais soteropolitanos do período. Também utilizamos obras bibliográficas que versam sobre o carnaval de Salvador e memórias que possibilitam perceber a dinâmica dessa festa e a atuação do trio elétrico na mesma. Inserido em um contexto de transformações no carnaval da capital baiana, o trio elétrico em 25 anos conseguiu um papel de destaque nessa festa, sendo apropriado e transformado em expressão carnavalesca caracterizadora do carnaval soteropolitano, uma importante ferramenta na promoção turística e um ícone dessa festa.
- ItemEu só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo que creio!: política e cultura na carreira da intérprete Maria Bethânia durante a ditadura civil-militar (1965-1979)(Universidade do Estado da Bahia, 2021-12-16) Luz, Paulo Vitor Souza da; Luna, Cristina Monteiro de Andrada; Silva, Miranice Moreira da; Correa, Priscila GomesO despontar artístico de Maria Bethânia adveio de um período histórico de convulsão cultural que gerou diversas transformações no país durante toda a década de 1960. Desde a “revolução cultural” iniciada no início da década com os movimentos de Arte engajada, o Tropicalismo na segunda metade da década de 60 e até os movimentos de Contracultura durante a década de 1970, todos estes influenciaram direto e indiretamente na formação dos pensamentos de Bethânia e de sua carreira artística. Esta pesquisa busca analisar a atuação e a carreira de Maria Bethânia durante a ditadura civil-militar no Brasil, especificamente durante o período de 1965 a 1979, a partir dos shows Opinião (1965), Rosa dos Ventos – O Show Encantado (1971), Drama Luz da Noite (1973), A Cena Muda (1974), Pássaro da Manhã (1977) e Maria Bethânia (1979), recorrendo aos estudos sobre trajetórias de Geovanni Levi (2006), conceitos de representações de Roger Chartier |(1990) e corpo político de Michael Foucault (1987), a fim de compreender como o trabalho apresentado por Maria Bethânia, no que tange à seleção do repertório e à sua interpretação, esteve atrelado às suas vivências e aos contextos socioculturais e políticos da sua época, naquele momento marcados pela realidade da ditadura civil-militar. Além disso, buscou-se fazer uma seleção de materiais como áudios caseiros e extraoficiais dos espetáculos, a discografia da intérprete do período, programas de shows, entrevistas em jornais, programas de TVs e rádios, dentre outros. Desse modo, o trabalho em questão apresenta Maria Bethânia e sua atuação política e cultural durante o período do regime civil-militar no Brasil.
- ItemUma história da Bahia: a construção do carlismo no primeiro governo estadual de Antonio Carlos Magalhães (1971-1975)(Universidade do Estado da Bahia, 2019-11-18) Souza, Aline Farias de; Correa, Priscila Gomes; Cardoso, Lucileide Costa; Souza, José Milton Pinheiro deO presente trabalho busca investigar a construção do carlismo no primeiro governo estadual de Antonio Carlos Magalhães (1971-1975), a partir de fontes documentais oficiais, memórias escritas, fotorreportagens e entrevistas temáticas. Nesse período estava vigente no Brasil um governo ditatorial do qual ACM foi um importante representante. Sob o enfoque da Nova História Política e das noções de Análise do Discurso e de invenção foi estudada a política carlista como um modus operandi. Para melhor entendê-la, foi preciso também examinar, simultaneamente, o sujeito histórico Antonio Carlos Magalhães, a sua imagem pública, o grupo que se projetou em seu entorno e o contexto em que foi construído. Assim, tendo como suporte os conceitos de região e modernização conservadora foi inventada a Bahia da Modernização Conservadora no primeiro governo estadual de ACM, espaço no qual foi possível entender as prioridades governamentais e, ainda, analisar em que circunstâncias a política carlista foi construída e quais elementos do carlismo estavam presentes no quadriênio 1971-1975.