Navegando por Autor "Carvalho, Rita de Cássia Chagas"
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- ItemA educação ambiental na educação de jovens e adultos: as práticas dos sujeitos ensinantes e aprendentes em uma escola de Xique-Xique- Bahia(2018-12-18) Carvalho, Rita de Cássia Chagas; Amorim, Antônio; Faria, Edite Maria da Silva de; Santos, Ana Lúcia CarvalhoEsta dissertação aborda os resultados da pesquisa aplicada, intitulada “A educação ambiental na educação de jovens e adultos: as práticas dos sujeitos ensinantes e aprendentes em uma escola de Xique-Xique- Bahia”. O problema que estimulou este estudo foi: A Educação Ambiental na EJA é desenvolvida com ações práticas? O objetivo geral, buscou compreender a prática em Educação Ambiental, de professores e alunos da Educação de Jovens e Adultos da rede pública municipal, visando possibilitar intervenções na perspectiva de contribuir para a formação dos sujeitos sustentáveis. Nos objetivos específicos procuramos analisar a prática da Educação Ambiental no contexto escolar da EJA; refletir sobre a contribuição da Educação Ambiental na EJA; construir com os professores uma proposta de oficinas em práticas de Educação Ambiental na EJA. O estudo se deu no contexto da EJA de uma escola municipal de Xique-Xique- Bahia, envolvendo professores e alunos. Do ponto de vista da abordagem do problema, optamos pela pesquisa qualitativa, e o tipo de pesquisa que melhor define esta investigação é o estudo de caso. Para tanto, utilizamos o questionário como instrumento de coleta de dados. Os principais dados coletados foram submetidos à análise textual, categorizando os depoimentos dos professores e alunos. As reflexões postas neste trabalho foram mediadas principalmente pelas leituras de Amorim (2015), Andrade ( 2004), Arroyo ( 2005, 2006, 2007), Carvalho (2009), Cury (2002), Gadotti ( 2009), Gomes (2007), Haddad e Di Pierro (2000), Machado ( 2009), Mendonça (1994), Morin ( 2003), Paiva (2004), Pereira (2007), Soares (2001), Souza ( 2002), que tratam da temática sobre a educação de jovens e adultos e seu contexto nas políticas públicas; Dias (2009), Gonçalves e Sá et al (2012), Lopes ( 2006), Guimarães et al ( 2008),Haddad e Di Pierro ( 2000), Ireland ( 2007), Oliveira ( 2011), Paranhos e Shuvartz (2013), Souza (2002), Varela ( 2013), sobre Educação Ambiental e Freire (1958, 1980, 1996, 1997, 1999, 2009) que perpassa a educação como um todo. Os resultados demonstraram, em linhas gerais, que as práticas em Educação Ambiental na EJA ainda são muito tímidas; constatamos também que a intervenção pedagógica potencializou a prática dos sujeitos nas questões ambientais, contribuindo para a formação crítica dos mesmos, preparandoos para intervirem de forma sustentável nos ambientes em que estão inseridos. Concluímos afirmando que os impactos gerados pela pesquisa contribuíram para a formação do sujeito ecológico.
- ItemO que quer uma mulher? Constituição de pesquisadora em tempos e espaços universitários(Universidade do Estado da Bahia, 0025-12-17) Carvalho, Rita de Cássia Chagas; Ornellas, Maria de Lourdes Soares; Lima, Adriana dos Santos Marmori; Menezes, Eliana de Jesus; Berni, Juliana Tassara; Souza, Elizeu Clementino deA pesquisa doutoral intitulada “O que quer uma mulher? Constituição de pesquisadora em tempos e espaços universitários” tem como objeto mulher pesquisadora subjetivada na universidade e parte do problema: em quais contextos uma mulher se constitui como pesquisadora nos tempos e espaços universitários e quais as implicações presentificadas na subjetivação da sua condição feminina? Para responder a essa questão, traçou-se como objetivo geral investigar os desafios enfrentados pela mulher na construção da trajetória de pesquisadora na universidade, seus enfrentamentos, conquistas e as formas pelas quais as relações de poder atravessam a sua porção feminina. Como objetivos específicos: identificar as barreiras estruturais advindas das relações de poder enfrentadas no cotidiano do espaço acadêmico pela mulher pesquisadora e que impactam sua atuação; escutar de que modo a universidade contribui para a constituição da mulher pesquisadora na perspectiva de romper com a lógica dicotômica entre o masculino e o feminino; e explorar as experiências subjetivas da mulher pesquisadora, refletindo sobre seus múltiplos papéis e influências na produção do saber e do conhecimento no contexto universitário, considerando espaços e tempos de prazer e desprazer. A estrutura da pesquisa foi sustentada por uma escuta epistemológica inspirada nos escritos da psicanálise freudiana e lacaniana, aliada a uma metodologia de natureza qualitativa, assentada no tripé: lócus, sujeitos e dispositivos. O lócus da pesquisa foi a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus I – Salvador. As participantes foram três professoras pesquisadoras, selecionadas pelo critério do desejo de participar. Embora o foco desta investigação esteja na constituição da mulher pesquisadora na universidade, as participantes do estudo são professoras pesquisadoras. Essa delimitação diz respeito ao recorte empírico e não implica uma discussão específica sobre o campo da docência, que aqui não configura categoria de análise. Os dispositivos de colheita utilizados foram a entrevista semiestruturada (Ornellas,2019,2011) e o desenho (Trinca, 2013, 2020; Aiello Vaisberg, 1991, 1999), aplicados como vias de expressão simbólica do discurso. O material produzido passou por leitura descritiva e escuta analítica, sendo posteriormente analisado à luz da Análise de Discurso francesa e brasileira (Pêcheux, 2009,1988; Orlandi, 2015, 2003, 2007,1999,1998). A análise dos desenhos, articulada às entrevistas, possibilitou detectar o dito, o não dito e o interdito manifestos nas cores, formas e composições das produções gráficas. Os discursos manifestos e latentes inscritos nas falas e nos traços das participantes revelaram as tensões entre o ser mulher e o ser pesquisadora no espaço acadêmico. A análise evidenciou que a universidade opera simultaneamente como campo de legitimação e de silenciamento, constituindo-se em território de deslocamentos identitários, resistências e reinvenções. Os achados apontam que a constituição da mulher pesquisadora é atravessada por múltiplas vicissitudes, em que o prazer e o desprazer coexistem na travessia entre o desejo de saber e as exigências institucionais. (In)conclui-se que ser pesquisadora é sustentar-se no entre, na tensão entre o reconhecimento e a falta, elaborando cotidianamente a própria possibilidade de ex-sistir e produzir conhecimento em um espaço marcado por uma ambiência que testa uma inexistência-leza e a desigualdade de gênero na ciência.