Navegando por Autor "Almeida, Gabriella Maia"
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- ItemViolência de gênero contra a mulher no ambiente de trabalho: uma análise da percepção das estudantes dos cursos do departamento de ciências humanas (DCH-I) da UNEB em relação a essa tipologia de violência(Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-25) Almeida, Gabriella Maia; Benevides, Tãnia Moura; Santos, Angélica Olímpia de Oliveira; Pattas, Lorena dos SantosA violência de gênero contra a mulher no ambiente de trabalho constitui um fenômeno estrutural e multifacetado, manifestando-se tanto em formas explícitas, como assédio moral e sexual, quanto em práticas sutis e veladas, como interrupção da fala, apropriação de ideias e resistência à liderança feminina. Este estudo teve como objetivo identificar a percepção das estudantes do gênero feminino do Departamento de Ciências Humanas I (DCH I) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) sobre a violência de gênero em seus contextos laborais. Para isso, adotou-se abordagem quantitativa e qualitativa, com aplicação de questionário online estruturado com questões fechadas e abertas, analisadas por meio de estatística descritiva e do método do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados evidenciaram que, embora parte das respondentes não perceba normalização da violência em seus ambientes de trabalho, existe um contingente expressivo que reconhece a ocorrência de práticas discriminatórias e violentas, muitas vezes sutis e naturalizadas. Identificou-se ainda que as formas mais observadas são a violência psicológica e a moral, sendo a primeira apontada por mais de um terço das participantes. As percepções coletadas indicam que canais seguros de denúncia, políticas institucionais claras, capacitação de lideranças e ações educativas contínuas são medidas prioritárias para o enfrentamento do problema. O estudo também revelou que as vulnerabilidades se intensificam quando fatores como gênero, raça e classe social se sobrepõem, especialmente entre mulheres negras e com vínculos laborais precários. A promoção de ambientes de trabalho igualitários e livres de violência demanda ações estruturais, culturais e educativas, que vão além da simples punição de casos isolados, exigindo o compromisso permanente das instituições e da sociedade.