Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH4

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    A escuta dos hábitos de escrita da comunidade do Barrocão de Cima
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-09) Jesus, Antônia Cristina Silva de; Santos, Márcia Regina Mendes; Reis, Ilza Carla; Gomes, Antenor Rita
    Este estudo apresenta, por meio de uma abordagem com inspiração etnográfica, reflexões acerca dos hábitos, usos e concepções de escrita da comunidade de Barrocão de Cima, buscando compreender de que maneira essas práticas cotidianas de escrita refletem e constroem identidades sociais e culturais no território. Tendo como suporte teórico, autores como Emília Ferreiro (1993), Orlandi (2001), Roxane Rojo (2009), Chartier (1930), Marcuschi (2001), Ângela Kleiman (1995). Para geração de dados, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando observação participante, entrevistas e registro de produções escritas em diferentes suportes, mensagens instantâneas, documentos comunitários, bilhetes e anotações domésticas. Os resultados apontam que, mesmo diante de desafios estruturais e de acesso às tecnologias, os moradores mobilizam diferentes letramentos que atendem a demandas comunicativas, afetivas e organizacionais da vida em comunidade. Tais práticas revelam sujeitos autores de suas próprias narrativas e demonstram que a escrita, para além de uma habilidade escolar, constitui-se como ferramenta de resistência, afirmação identitária e manutenção da memória local. Assim, este estudo contribui para a valorização de comunidades muitas vezes invisibilizadas pelos discursos hegemônicos e reforça a importância de uma escuta sensível dos modos de dizer e registrar o mundo que emergem do cotidiano.
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    Aprendizagem contextualizada e significativa no ensino de Língua Portuguesa: a construção de saberes por meio do uso dos gêneros e da prática social
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-09) Santos, Priscila da Cruz; Mendes, Márcia; Gomes, Antenor Rita; Vilela, Patrícia
    Este trabalho investiga como os gêneros textuais e a prática do letramento podem ser utilizados nas aulas de Língua Portuguesa para promover uma aprendizagem mais contextualizada e significativa. A pesquisa parte da compreensão de que, ao trabalhar textos, temas e acontecimentos ligados à realidade local, social e cultural dos estudantes, o ensino se torna mais próximo, atrativo e relevante. Essa abordagem favorece a participação ativa dos alunos, que passam a discutir, comentar e interpretar os conteúdos com maior envolvimento, reconhecendo-se como sujeitos capazes de agir sobre o próprio contexto. Assim, a leitura e a escrita deixam de ser práticas escolares isoladas e assumem a função de instrumentos de compreensão e reflexão sobre o mundo, contribuindo para uma formação crítica, autônoma e alinhada às experiências reais dos estudantes.
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    A representação da identidade feminina na literatura cor-de-rosa contemporânea - narrativas de Bridget Jones, uma personagem Chick Lit
    (Universidade do Estado da Bahia, 2021) Costa, Acsa Santana; Freitas, Jaiara da Silva; Sousa, Denise Dias de Carvalho; Ubiratan Sobrinho , Abinálio; Silva , Maria Iraídes da
    Este Trabalho de Conclusão de Curso situa-se na área de Literatura, especificamente, da Literatura cor-de-rosa contemporânea (Chick Lit). Nessa perspectiva, buscamos estudar a representação da identidade feminina a partir das narrativas de Bridget Jones, uma personagem chickliteana, com o objetivo de compreender o lugar da literatura cor-de-rosa contemporânea nos romances da série O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding. Esta obra foi escrita na década de 1990, cuja publicação representou o marco da era Chick lit, gênero de ficção que aborda questões das mulheres modernas. Para tanto, foi realizada uma Revisão de Literatura utilizando-se como base teórica e analítica a Análise Estrutural da Narrativa, a Análise do Discurso e os Estudos Culturais a partir dos estudos de autores como Chartier (1991), Sousa (2014), Reuter (2007), Hall (2015), Willer (2015), dentre outros. Neste trabalho, refletimos e estudamos sobre as origens e os conceitos da literatura cor-de-rosa e chick lit; sobre a personagem Bridget Jones e suas narrativas, buscando entender as personagens e traçar semelhanças e diferenças, além de discutirmos sobre a representação da identidade feminina na literatura cor-de-rosa contemporânea.
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    Cadências do corpo, poéticas da voz: a poesia oral do Samba de Roda do Grupo Pinote
    (Universidade do Estado da Bahia, 2020) Xavier, Luciano Santos; Sousa, Denise Dias de Carvalho; Araújo, Nerivaldo Alves; Silva, Andréa Betânia da
    O presente trabalho tem como objetivo compreender como é configurada a poesia oral do samba de roda do Grupo Pinote, de Serrolândia/BA, considerando a relação dos sambadores com essa manifestação cultural, bem como os aspectos formais, temáticos e performáticos dessa poética. Para tanto, delineamos os objetivos específicos, a saber: i) traçar um perfil do Grupo Pinote, com o intuito de compreender a relação dos sambadores com o samba de roda, destacando as suas características, assim como sua relevância artística e cultural em Serrolândia/BA; ii) descrever a performance do samba de roda do Grupo Pinote, analisando-a sob a ótica dos sambadores, tendo em vista a diversidade dessa expressão artística e cultural no Estado da Bahia; e iii) coletar algumas das cantigas de batuque do Grupo Pinote, tendo como critério de seleção as mais popularizadas pelo grupo, de modo a analisá-las a partir dos conceitos e abordagens pautadas na poesia oral. A metodologia utilizada é de abordagem qualitativa, guiada sob à luz da Etnometodologia (HAGUETTE, 2010; WATSON e GESTALDO, 2015), tendo em vista as suas acepções basilares que nos permitem compreender as produções sociais de sentido de um determinado grupo social; em nosso caso, as produções de sentido do Grupo Pinote sobre a sua expressão poética e performática do samba de roda. Utilizamos ainda a Análise de Conteúdo, na perspectiva de Franco (2008). As principais teorias e discussões que sustentam a pesquisa permeiam o campo da poesia oral, com as contribuições de Zumthor (1993, 2010, 2014), Silva (2014) e Fernandes (2007); sobre a poesia oral do samba de roda e a ancestralidade na poesia oral, contamos com Araújo (2015) e Santana (2014); sobre o samba de roda, com vistas à sua expressão, origem e diáspora, utilizamos o Dossiê do samba de roda do Recôncavo Baiano (BRASIL, 2006) e Döring (2016); e, acerca do samba de roda no Sertão Baiano, Exdell (2017), tendo em vista a chula, batuque e reisado. Quanto às discussões que adentram o campo da cultura e cultura popular, nos amparamos nos estudos de Burke (1989), Costa (2016), Hall (2003) e Santos (1994). Sobre os Estudos Culturais e, respectivamente, suas inscrições na literatura, utilizamos Mattelart e Neveu (2004) e Culler (1999). No que diz respeito às impressões acerca dos procedimentos de análise na poesia oral, discutimos sob a ótica de Santos (2018). Os resultados (em tempo) reverberam a dinâmica e a instantaneidade da poesia oral do samba de roda do Grupo Pinote, no Sertão Baiano, permeada pela multirracialidade e pela diversidade performática da expressão do samba. O samba de roda do referido grupo atravessa a expressão dual da chula e batuque – sendo que ainda manifestam ocasionalmente o reisado –, ambos movidos pela ontologia de vozes e corpos que performam a expressão e a existência dos sambadores. A análise das cantigas de batuque aponta para a movência da poesia oral, marcada por formas e temas que confluem em trânsitos poéticos e identitários.
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    Pilungas, carnavais e Uma mulher
    (Universidade do Estado da Bahia, 2002) Sobrinho, Marlucia Ribeiro; Veiga, Benedito
    Entre as festas populares da cidade de Caém Bahia, encontrava-se o carnaval. É por meio desta manifestação que vamos compreender o cotidiano do rico distrito que passou a ser cidade, vamos através da sua cartografia, do seu contexto político, social, religioso e econômico, analisar a carnavalização dessa sociedade que devido a extração de minérios trouxe para Caém, junto com os garimpeiros prostitutas que trabalhavam para si ou para as cafetinas. Entre estas cafetinas. encontrava-se Maria Fernandes da Silva, conhecida por Maria Charuteira. Esta realizava um carnaval paralelo ao carnaval da "sociedade" que era conhecido como "O cordão de Maria Charuteira". Neste bloco desfilavam as prostitutas, anos depois Maria Charuteira casa-se, deixando de realizar o carnaval. O mesmo desaparece do calendário de festas populares da cidade de Caém. A identidade desta mulher passa a ser conhecida através das "vozes dos sujeitos" que desencadeiam diferentes discursos sobre sua existência.