Título: Pertencimento e espaço: alunos Negros na Escola e o papel da Geografia como desmistificadora de Preconceito
Autor(es): NASCIMENTO, Renata Stefane Silva
Palavras-chave: Negritude
Teorias raciais
Educação
Pertencimento
Geografia
Data do documento: 15-Dez-2013
Resumo: O presente trabalho tem como objeto principal discutir como os alunos negros enxergam a escola e a relação exercida no seu espaço, tentando também perceber como a geografia pode desmitificar o preconceito em sala de aula e de que forma essa negritude é tratada. Em função do preconceito, a negação da cor ou da cultura negra se tornou prática natural de individuos de determinados grupos, em especial na escola. A geografia que enquanto ciência, em seu percurso histórico, legitimou a inferioridade de um povo em favor de outro, têm um papel de suma importância na busca por uma (re)idealização contraria ao preconceito. Buscou-se também abordar as questões entrepostas com a negritude, como identidade individual e racial, discutindo os processos que levam a formação ou a deformação de certas identidades, perpassando pelas experiências e conceitos agregados aos valores das africanidades, carregadas por estereótipos e preconceitos, que levam a discriminação do sujeito assim como a não aceitação de uma identidade que é representativa de um grupo denominado inferior. Analisou-se o papel da escola como espaço permeado de relações subjetivas e objetivas na formação identitária do individuo, bem como a função do currículo escolar e de toda a estrutura envolvida na formação do processo de ensino-aprendizagem como instrumento capaz de derrubar a ideologia de inferioridade de determinados grupos socias. A metodologia de pesquisa foi básica, qualitativa e fenomenológica, utilizando-se para isto como sujeitos, os alunos de ensino fundamental e médio de uma escola situada na cidade de Capim Grosso, em dois grupos: um que já havia estudado africanidades e outro não. Conclui-se que os alunos que estudaram africanidades possuem um senso de identidade maior que o outro, contudo, projetos isolados e sem continuidade não fortalecem o objeto a que se destinam e os alunos podem voltar a ter conceitos estereotipados e frágeis em relação a sua negritude.
URI: http://hdl.handle.net/20.500.11896/814
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