Título: Questões de gênero, sexualidades e raça/cor na prova de linguagens do enem: olhares interseccionalizados
Autor(es): SILVA, Fernando Macedo da
Palavras-chave: ENEM
Linguagens
Interseccionalidade
Pesquisa Bibliográfica
Análise do Discurso Francesa
Data do documento: Jul-2019
Resumo: O presente estudo intitulado Questões de gênero, sexualidades e raça/cor na prova de Linguagens do ENEM:olhares interseccionalizados, ancora-se na abordagem qualitativa com ênfase na pesquisa bibliográfica com interface na pesquisa documental. O objetivo central deste estudo é compreender como o gênero e demais categorias de sexualidade, raça/cor estão apresentadas nas avaliações do Enem na área de linguagens. Como objetivos específicos: realizar o levantamento das questões que tratem de gênero, sexualidades e raça/cor nas questões da prova de Linguagens do ENEM; compreender à luz da Análise do Discurso Francesa (AD), os conceitos de formação discursiva e memória discursiva no corpus de análise, a fim de identificar como as questões elencadas contribuem para o debate acerca da temática objeto deste estudo; analisar nos enunciados das questões os sentidos construídos acerca das temáticas e apresentar como a abordagem dessas questões denunciam e ou contribuem para a manutenção de padrões sociais e legitimação de discursos de verdades. O procedimento metodológico adotado foi o levantamento de 19 questões da prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do ENEM no recorte temporal de 10 edições [2009 a 2018], que se constituiu como corpus de análise. Utilizou-se como dispositivo de análise do referido corpus, a Análise do Discurso Francesa. Como principais resultados este estudo revelou que as questões que suscitam um debate interseccional aparecem de forma tímida, somente nos últimos dois anos do recorte temporal. Além disso, os discursos materializados nas questões de gênero e sexualidades estão implicados nas relações de poder, na perspectiva dos papeis de gênero, ora naturalizados, ora denunciados. Raça/cor são abordadas ainda circunscritos à colonização e escravização, porém, as questões interseccionadas dos últimos dois anos, já sinalizam pelos marcadores linguísticos apresentados, a abordagem de outros aspectos ligados à negritude tais como estética e luta da mulher negra contra a opressão e violência sofridas historicamente em virtude dos marcadores que se sobrepõe de modo interseccionado a gênero, sexualidade e raça.
URI: http://hdl.handle.net/20.500.11896/1402
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