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Aplicação da tecnologia Crispr/Cas9 na terapia do câncer: uma revisão integrativa da literatura
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Nascimento, Lívia Rafaela Soares; Rego, Evandro Lima; Farias, Alana Alves; Carvalho, Maria Rosileide Bezerra de
As doenças genéticas são originadas a partir de desordens nos genes. O câncer é originado de uma proliferação anormal das células, devido a alterações genéticas, sendo caracterizado como uma doença multifatorial, ocasionada por mutações gênicas e fatores ambientais. Com a tentativa de conter a raiz da doença, surge outra perspectiva de tratamento complementar para o câncer, a partir de estudos destinados à manipulação genética, a terapia gênica. Esse procedimento consiste em corrigir falhas no material genético de um organismo, sendo executado através da introdução de um segmento de DNA portando a versão funcional do gene defeituoso nas células do indivíduo, por meio de um vetor. Este trabalho tem por objetivo, analisar a aplicação da terapia gênica no tratamento do câncer, com ênfase na tecnologia CRISPR/Cas9, de modo a entender sua aplicabilidade no câncer, sua eficiência, a efetividade do tratamento, suas vantagens e desvantagens, por meio de uma revisão integrativa da literatura.
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A dança como objeto de estudo nos trabalhos de conclusão de curso: uma análise bibliográfica nas produções do Curso de Educação Física da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), campus de Alagoinhas/BA.
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-11) Cerqueira, Ellen Carla Santos Souza; Silva , Jaqueline Rodrigues da; Viana, Viviane Rocha; Rocha, Luiz Carlos
O presente trabalho teve como objeto de estudo a dança enquanto temática nas produções científicas (Trabalhos de Conclusão de Curso) do curso de graduação em Educação Física da Universidade do Estado da Bahia, Campus II, Alagoinhas–Bahia. Dessa forma, levantamos a seguinte pergunta científica: Como a dança é abordada nos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) do curso de Educação Física da UNEB, Campus II – Alagoinhas, no período de 2019 a 2024? Para responder a essa problemática, estabelecemos como objetivo geral analisar as produções científicas (TCCs) que abordam o conteúdo dança, do curso de graduação em Educação Física da Universidade do Estado da Bahia, Campus II – Alagoinhas. Como objetivos específicos, definimos: identificar os TCCs que abordam a dança; examinar as abordagens e concepções presentes nesses trabalhos; e indicar caminhos para ampliar e qualificar a produção de conhecimento sobre o assunto na instituição. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, a partir da análise de conteúdo das produções identificadas no período. Um dos resultados encontrados indica que a dança é compreendida como uma linguagem cultural e expressiva, que articula corpo, emoção e identidade, desempenhando um papel formativo e comunicativo que vai além do domínio técnico.
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A inclusão de estudantes do ensino fundamental com transtorno do espectro autista nas aulas de educação física.
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-02) Leite Filho , Paulo Cesar Gomes; Tigre, Diana Martins; Menezes, Ubiratan Azevedo de; Moraes, Enny Vieira
Este artigo investiga a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas aulas de Educação Física (EF) do Ensino Fundamental. O objetivo é compreender os desafios enfrentados por professores de Educação Física da rede pública de Pojuca, Bahia, na promoção dessa inclusão. A pesquisa é qualitativa, descritiva e exploratória, utilizando entrevistas semiestruturadas com cinco professores. Os resultados indicam que, apesar do reconhecimento da importância da inclusão, os docentes enfrentam desafios como a falta de formação específica e apoio institucional, mas desenvolvem estratégias pedagógicas próprias. O estudo visa contribuir para ampliar as reflexões e discussões sobre a realidade da inclusão nas aulas de Educação Física oferecidas aos estudantes com TEA.
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Efeitos do exercício físico na qualidade de vida de pessoas com diabetes tipo 2: uma revisão da literatura
(Uiversidade do Estado da Bahia, 2025-12-10) Santos, Pedro Guilherme Pinheiro; Carvalho, Leandro Paim da Cruz; Costa, Camila de Moura; Alves, Giovani Santos
Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante da resistência à insulina e deficiência parcial de secreção pancreática. A prática regular de exercícios físicos é reconhecida como uma intervenção fundamental no manejo da doença, atuando na melhora do controle glicêmico, na sensibilidade à insulina, na capacidade funcional, na saúde mental e na qualidade de vida. O exercício promove adaptações fisiológicas relevantes, como maior captação de glicose mediada pelo GLUT4, melhora da composição corporal e redução de fatores de risco cardiovasculares. Objetivo: Analisar, com base na literatura científica, os efeitos do exercício físico na qualidade de vida de indivíduos com DM2, considerando variáveis como controle glicêmico, saúde cardiovascular, força muscular, massa muscular, saúde mental e percepção de bem-estar. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa. A busca foi realizada por um pesquisador de forma independente nas bases PubMed e SciELO, incluindo ensaios clínicos randomizados e estudos de intervenção publicados entre 2014 e 2024. Aplicaram-se critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos, e os estudos elegíveis foram avaliados pela Escala PEDro para análise da qualidade metodológica. Resultados: Após o processo de triagem e avaliação metodológica, 11 estudos foram selecionados. Constatou-se que diferentes modalidades de exercício, aeróbico, resistido e combinado promovem redução significativa dos níveis de HbA1c, melhora da rigidez arterial, aumento da força muscular, redução da gordura corporal, melhora do perfil lipídico e benefícios relevantes para a saúde mental, incluindo menor ansiedade e depressão. Os estudos também demonstraram melhora consistente nos domínios físico, psicológico e ambiental da qualidade de vida. Conclusão: As evidências revisadas mostram que o exercício físico, seja aeróbico, resistido ou combinado, exerce impacto positivo e consistente no manejo do DM2. A prática regular de exercícios melhora o controle glicêmico, a composição corporal, o desempenho físico, a saúde mental e a qualidade de vida. Dessa forma, o exercício deve ser considerado uma estratégia essencial e não medicamentosa no tratamento da doença e na prevenção de suas complicações.
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Carolinas em movimento- escrevivência de escritoras negras na Flup 2020
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-10) Pereira, Elisângela Soares; Seidel, Roberto Henrique; Oliveira, Maria Anória de Jesus; Miranda, Fernanda Rodrigues de; Santos, Osmar Moreira dos
O objetivo geral dessa pesquisa é analisar as apreensões do mundo político, econômico e social de oito escritoras negras, selecionadas para o processo formativo da nona edição da Festa Literária das Periferias- Flup, partindo das suas escrevivências e das interlocuções com Carolina Maria de Jesus. O ponto de partida é analisar oito cartas (vídeos performances) e textos das respectivas autoras publicados no livro Carolinas – a nova geração de escritoras negras brasileiras (2021) pela vertente da escrita feminina negra marcada pela autorrepresentação, auto ficções e escrevivências a fim de articular autoras com a escritora Carolina. Nessa premissa, o corpus da pesquisa abrange as escritoras Clara Anastácia, Yérsia Assis, Jota Ramos, Ananda Azevedo, Karlana Bianca, Ana Francisca, Valéria Alves e Paty Wollf. Escritora negra e periférica, Carolina Maria de Jesus ganhou notoriedade ao escrever Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960) pelo sucesso editorial. Sua escrita autobiográfica é um testemunho de escrevivência e revela a força da voz feminina ao tratar de questões sociais e de gênero. A celebração dos 60 anos de publicação do best seller foi força motriz para vários eventos literários e artísticos. Assim, em 2020, a nona edição da Festa Literária das Periferias- Flup- homenageou as escritoras Carolina Maria de Jesus e Lélia Gonzalez. Sobre a primeira foi realizado o Ciclo de debates intitulado Uma revolução chamada Carolina aberto ao público via digital e oficinas para mulheres autodeclaradas negras que se inscreveram e foram selecionadas para participar do processo formativo que culminou na publicação do livro Carolinas- a nova geração de escritoras negras brasileiras (2021). Como resposta à chamada pública, 485 mulheres se inscreveram, destas 180 foram selecionadas. A seleção se deu por meio da escrita de uma carta a Carolina. Ao final de cada um dos quinze painéis formativos do Ciclo de debates uma carta foi apresentada, permitindo assim conhecer as jovens escritoras negras que são responsáveis por dar continuidade ao legado de Carolina Maria de Jesus. A inscrição estética destas mulheres inspiradas em Carolina Maria de Jesus e que ressignificam o nome da escritora para um patamar conceitual nos permite perceber o potencial da obra de Carolina de se expandir porque “circula entre os valores de semente, de vida, sobrevida e suplemento” (DERRIDA, 2002). A escrevivência, termo cunhado por Conceição Evaristo (1994), torna-se mote e motor literário e o livro coletivo atua como enfrentamento da invisibilidade e despersonalização do racismo e contribui para circular os acervos e promover o letramento da (re)existência e da resistência das novas escritoras negras. Grada Kilomba define a escrita “como ato político de descolonização, de tornar-se autora e autoridade da própria história” (KILOMBA, 2019, 28). A reivindicação do direito à palavra literária está atrelada nas Carolinas ao direito de tornar-se escritora e sujeito de sua história, se entendida na acepção de bell hooks (2019). Sob os signos do racismo, da desigualdade, da perversa divisão social e espacial, das dificuldades (i)materiais, as Carolinas reexistem e se inscrevem na literatura brasileira. Assim, o eixo teórico da pesquisa contempla o pensamento feminista negro. Mantém-se um diálogo constante com intelectuais negros e intelectuais negras. São estas: Sueli Carneiro (2003/2019/2023), Conceição Evaristo (2020), bell hooks (2019/2020), Grada Kilomba (2019), Patricia Hill Collins (2019/2021/2023), Neusa Souza (2021), Beatriz Nascimento (2021), Lélia Gonzalez (2020) dentre outras(os), cujas contribuições teóricas são fundamentais para a execução deste trabalho e se espalham ao longo de toda a discussão proposta.